Sessenta jornalistas morreram no exercício da profissão em 2014

Por Luís Pablo Brasil
 

Agência Brasil

Jornalista Décio Sá - executado brutalmente em 2012

Jornalista Décio Sá – executado brutalmente em 2012

Sessenta jornalistas morreram este ano devido ao seu trabalho, dez a menos que em 2013, informou nesta terça-feira (23/12) o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Em seu relatório anual, a organização, com sede em Nova York, destaca que os últimos três anos foram o período com “o pior saldo de mortes” já registrado pelo CPJ. O comitê ressalta ainda a alta proporção de mortes entre os correspondentes estrangeiros, cerca de um quarto do total.

“Nunca tínhamos visto uma época tão perigosa para exercer a profissão de jornalista”, disse o diretor executivo do CPJ, Joel Simon. O CPJ está investigando ainda a morte de mais 18 jornalistas neste ano para determinar se foram relacionadas com a atividade profissional.

Segundo o CPJ, a Síria é, pelo terceiro ano consecutivo, o país com maior número de jornalistas mortos no exercício da profissão: 17. Desde o início do conflito armado em 2011, foram mortos no país 79 jornalistas.

O relatório destaca ainda que, no Paraguai e na Birmânia, registraram-se este ano as primeiras mortes de jornalistas no desempenho da profissão desde 2007. No caso do Paraguai, foram mortos três jornalistas, quando trabalhavam na fronteira com o Brasil.

Em tempo: o jornalista e blogueiro Décio Sá foi executado brutalmente em 2012 por criminosos poderosos, após fazer uma serie de denúncias em seu blog (www.blogdodecio.com.br) sobre negócios escusos no Estado do Maranhão.

Um comentário em “Sessenta jornalistas morreram no exercício da profissão em 2014”

  1. Elucidação nas coxas do Aluísio Mendes...

    Caso bastante nebuloso… Marcos Regadas , o patrão do Fábio Capita, mandou matar o Décio e Ricardo Murad e Aluísio Mendes blindaram o Marcão. Sinicamente colocaram a culpa no vento…

Deixe um comentário:

Formulário de Comentários