Anildes Cruz entrega medalhas durante as comemorações dos 203 anos do TJMA

Por Luís Pablo Judiciário
 
Corregedora-geral da Justiça, desembargadora Anildes Cruz, entrega medalha ao desembargador do Estado de São Paulo, Ricardo Henry Marques Dip

Corregedora-geral da Justiça, desembargadora Anildes Cruz, entrega medalha ao desembargador do Estado de São Paulo, Ricardo Henry Marques Dip

A corregedora-geral da Justiça, desembargadora Anildes Cruz fez a entrega de medalhas comemorativas dos 203 anos de instalação do Tribunal de Justiça do Maranhão, durante sessão solene realizada nesta sexta-feira (4). Magistrados, servidores, autoridades e personalidades públicas que prestaram relevantes serviços à Justiça receberam a honraria. Instalado em 4 de novembro de 1813, o TJMA é o terceiro tribunal mais antigo do Brasil, antecedido pelas Cortes da Bahia (1609) e Rio de Janeiro (1751).

A corregedora Anildes Cruz entregou a ‘Medalha dos Bons Serviços Desembargador Bento Moreira Lima’ – categoria bronze – aos juízes Ana Lucrécia Sodré Reis, Ângelo Antonio Alencar e Denise Pedrosa, concedida a magistrados que completam dez anos de prestação de serviços. Ao desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Ricardo Henry Marques Dip, a desembargadora corregedora entregou a ‘Medalha Antonio Rodrigues Vellozo’, concedida a personalidades que tenham prestado relevantes serviços à Justiça.

Anildes Cruz ressaltou a evolução da Justiça maranhense ao longo da história, atuando hoje com magistrados preparados que buscam garantir o cumprimento da lei em favor do povo. “O Judiciário é a última esperança do cidadão em ver seus direitos assegurados”, disse.

Corregedora Anildes Cruz entrega Medalha à juíza Ana Lucrécia

Corregedora Anildes Cruz entrega Medalha à juíza Ana Lucrécia

“Enfrentamos os problemas, planejamos e conseguimos reorganizar o Legislativo Municipal”, diz Astro de Ogum

Por Luís Pablo Política
 

O Estado

Presidente da Câmara de São Luís, Astro de Ogum

Presidente da Câmara de São Luís, Astro de Ogum

Eleito para o quinto mandato consecutivo, o vereador Astro de Ogum (PR), é o atual presidente da Câmara Municipal de São Luís e deverá continuar no comando da Casa quando tiver início da próxima legislatura em fevereiro de 2017.

Em entrevista exclusiva a O Estado, o presidente falou sobre temas polêmicos como a realização do concurso público após os mais de três séculos de existência do Legislativo Municipal, afirmou que a crise financeira foi contornada na Casa e que problemas como a aposentadoria de servidores estão sendo sanados.

Sobre a eleição para a mesa diretora, Astro de Ogum garante que não há definição fechada a seu favor e nega que tenha o apoio do prefeito Edivaldo Holanda Júnior para continuar a presidir a Casa.

O Estado: O senhor completará até o fim de janeiro o seu mandato de presidente da Câmara. O que destacar?

Astro de Ogum: Todo gestor tem desafios e levando em consideração a situação que passa pelo país, os desafios são maiores. Mas digo que a gente conseguiu sanear as finanças da Câmara Municipal de São Luís. Digo com muito orgulho, após quase dois anos presidindo a Casa, não há débitos com fornecedores. Não devemos uma caixa de fósforo a fornecedores. Enfrentamos os problemas, planejamos e conseguimos reorganizar o Legislativo Municipal. O que passou o prefeito Edivaldo Holanda Júnior ao assumir a Prefeitura, nós passamos quando assumimos a Câmara só que em proporções menores, claro, mas com cautela, planejamento e dedicação resolvemos muitos problemas da Casa.

O Estado: Um dos compromissos assumidos pelo senhor quando eleito presidente da Câmara foi a realização de um concurso público. O que aconteceu para esse compromisso nunca ter saído do papel?

O concurso público será uma realidade. Temos essa meta a ser alcançada. Ainda não foi possível ser feito porque estávamos organizando a Casa. Definindo funções, verificando situação de servidores, trabalhando questões salariais, aposentadorias. Tudo para definir número de vagas do concurso, funções e, então, lançar o edital. E com isso, posso garantir que o concurso já está bem próximo de acontecer.

astro-de-ogumO Estado: E quanto a Justiça, que determinou a realização do concurso, não cobrou a realização do certame?

Sabemos que há uma decisão judicial determinando a realização do concurso, mas não se pode fazer algo desse tipo sem ter a organização devida. É fácil perceber que não se pode fazer um concurso sem a devida organização. Já organizamos a Casa e agora vamos fazer esse concurso.

O Estado: O senhor garantiu que a Câmara não passa por dificuldades financeiras mesmo em um momento de crise. Mas há questões quanto ao INSS. Essas foram sanadas também?

A nossa dificuldade hoje não é financeira. Nosso problema maior é a questão do INSS. Esse impasse vem de muitos anos e ainda estamos trabalhando para resolver todos os problemas no que se refere a aposentadoria. Também estamos sanando problemas relacionados com o Ipam. Nem todas as situações foram resolvidas, mas já conseguimos avançar. E vamos continuar trabalhando para resolver porque sabemos que uma das maiores preocupações de um trabalhador é com sua aposentadoria.

O Estado: O senhor disputará a presidência da Câmara em 2017 com o apoio do prefeito Edivaldo Holanda Júnior?

Eu não posso dizer nesse momento que o prefeito se pronunciou [sobre apoio para presidência da Câmara] porque isso não ocorreu. O que temos é um grupo e que estamos conversando e tentando criar uma conjuntura para ver o que acontece. Mas não tenho garantia de nada. A única certeza que tenho é que consegui a reeleição por decisão do povo e com a ajuda de Deus que me permitiu a chegar no quinto mandato consecutivo.

O Estado: Há uma vontade sua de continuar a presidir a Câmara? O que lhe habilita a querer o comando da Casa por mais dois anos?

Não me sinto à vontade para falar se mereço ou não continuar a presidir a Câmara de São Luís. Isso é uma avaliação que pode ser feita pelos funcionários da Casa, pela imprensa e pelos vereadores, que são os que escolhem os membros da mesa diretora. Agora o que vejo é muito especulação, que na minha interpretação, é uma forma de desgastar a minha imagem. Já divulgaram de forma equivocada que eu serei o secretário de Cultura do município e se não for, eu indicarei. Tudo especulação sem qualquer fundo de verdade. Quero dizer que Deus é quem conduz o meu destino.

ogum-2O Estado: Mas há uma vontade sua de continuar a presidir a Câmara?

A gente começou um trabalho e já estamos com um ano e dez meses. Digo que não temos hoje dificuldades financeiras tanto que já temos caixa para pagar o mês de dezembro e também a possibilidade de abono. Vamos consultar o Ministério Público e verificar se isso é possível. Se for, vamos pela primeira vez, pagar abono para servidores. Falo isso para demonstrar que temos um compromisso sério de administrar a Câmara. Mas o futuro a Deus pertence.

O Estado: Essa legislatura ainda não terminou e até o fim do ano os vereadores devem ficar envolvidos com a votação do Orçamento. Tem previsão para entrar em pauta? A Prefeitura pode ter dificuldades em aprovar a proposta?

Eu espero que haja um entendimento e que o orçamento seja votado sem problemas. Sem grandes dificuldades. Sabemos que temos a oposição, mas acredito que não deva haver tantos conflitos porque esse projeto é de interesse da sociedade.

O Estado: E para a próxima Legislatura, o senhor, que faz parte da base do prefeito, acredita que Edivaldo Júnior terá maioria na Casa?

Tivemos 48% de renovação e, por isso, digo que o Poder Executivo deve abrir o canal de diálogo para fazer uma base forte que possa contribuir com a Prefeitura nesses próximos quatro anos. Acredito que a base deva ser de pelo menos 22 vereadores já que essa foi a quantidade de parlamentares que estavam com o prefeito Edivaldo nesse segundo turno. Mas governabilidade passa por apoios e esses são conseguidos com diálogo.

Empresário Ilson Mateus se mantém em silêncio diante das acusações do MP

Por Luís Pablo Política
 

Empresário Ilson Mateus

Empresário Ilson Mateus

O empresário Ilson Mateus Rodrigues, dono do Grupo Mateus, vem se mantendo em silêncio sobre as acusações do promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária.

A assessoria do empresário não encaminhou nenhuma nota à imprensa prestando esclarecimento, diferentemente da ex-governadora Roseana Sarney que já se pronunciou sobre o caso.

Ilson Mateus e mais dez pessoas são acusados de fraudar concessão de isenções fiscais por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), na época do Governo Roseana.

Nesta sexta, dia 4, ele virou réu na denúncia do Ministério Público, que foi aceita pela juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, da 8ª Vara Criminal de São Luís-MA.

Mateus é suspeito de ser beneficiado em um grande esquema de fraude que resultou no rombo de R$ 410 milhões dos cofres públicos do Estado.

Deputado André Fufuca comemora resultado do PP nas eleições 2016

Por Luís Pablo Política
 
André Fufuca e os membros do PP

André Fufuca e os membros do PP

O deputado federal André Fufuca, presidente estadual do PP no Maranhão, promoveu ontem, dia 4, um jantar para os prefeitos eleitos e aliados do Partido Progressista. O encontro foi no Restaurante Cabana do Sol, em São Luís.

Em sua página no Facebook, Fufuca ressaltou que o “PP teve quase meio milhão de votos em todo Estado”. Disse ainda que foram eleitos “16 prefeitos e 102 vereadores” pelo PP.

Para o deputado federal, “essa vitória é de todos do partido, pois, mesmo os que não conseguiram se eleger, trouxeram votos para fortalecer nossa legenda.”

Estiveram presentes no encontro os prefeitos Zé Reis (Aldeias Altas), Dr. Marcone (Cajapió), Jorge Garcia (Palmeirândia), Roberto Maués (Paulino Neves), Ronildo Campos (Penalva), Magno Teixeira (Presidente Juscelino), Juran Carvalho (Presidente Dutra), França do Macaquinho (Santa Luzia do Tide), Dario (Senador La Rocque), Luziane (Santo Amaro), Zé Vieira (Bacabal), Fufuca (Alto Alegre do Pindaré), Dr Francisco ( Bom Jardim), Cicin (Estreito), Dr Nelson (Porto Franco), Dr Eriverton (Carolina), Arquimedes (Afonso Cunha).

Fala de promotor compromete juíza no Caso Sefaz

Por Luís Pablo Política
 

Promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos

Promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos

O promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária, falou em entrevista coletiva à imprensa que firmou acordo com a juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, da 8ª Vara Criminal de São Luís, para deferir medidas cautelares, dentre as quais pedidos de prisão e bloqueio de bens das pessoas que foram denúncias no caso da suposta fraude na concessão de isenções fiscais pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Os envolvidos na ação do promotor são a ex-governadora Roseana Sarney, Cláudio Trinchão (Ex-secretário da Sefaz), Akio Wakiayama (Também ex-secretário da Sefaz e ex-secretário da Administração Tributária), Raimundo José Rodrigues (Ex-diretor da Célula de Gestão da Ação Fiscal da Fazenda), Edimilson Santos Ahid Neto (Analista de Sistemas), Euda Maria Lacerda e os ex-procuradores-gerais do Estado, Marcos Alessandro Coutinho Passos Lobo, Helena Maria Cavalcanti Haickel; e o ex-procurador adjunto do Estado, Ricardo Gama Pestana.

Paulo Roberto disse: “eu não disse que não fiz. Eu fiz. Eu só não quero antecipar, porque perde o sentido. Já que vai ser decidido na sexta, até por um o acordo que fiz com a juíza, então vou esperar a manifestação em respeito a ela.”

A declaração do promotor compromete a juíza. Alias, a sua fala é tão ofensiva a magistrada quanto ao próprio Poder Judiciário. Como todos sabem, a Justiça deve ser imparcial e a juíza Cristiana de Sousa deve decidir conforme a lei e não através de acordo, como revelou o promotor Paulo Roberto.

Veja abaixo o que disse o promotor à imprensa:

Líder de rebelião em Pedrinhas é preso no Rio de Janeiro

Por Luís Pablo Crime / Polícia
 

Nilson da Silva Sousa , " o diferente"

Nilson da Silva Sousa , ” o diferente”

Após quase sete meses foragido do Presídio São Luís no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Nilson da Silva Sousa, o ‘Diferente’, foi preso, nesta sexta-feira (4), no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.

A prisão de um dos líderes da rebelião ocorrida no complexo de Pedrinhas em novembro de 2010, que é considerada a mais violenta já registrada no Maranhão após deixar 18 mortos, sendo três por decapitação, ocorreu graças à informações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro sobre a localização do foragido.

Participaram da operação para prender ‘Diferente’, 60 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e outros 30 do Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Durante a ação, houve troca de tiros entre criminosos e policiais do Bope. Nilson ainda chegou a apresentar identidade falsa, com o nome de Elivelton Souza Rocha, mas foi reconhecido pelas tatuagens e características físicas.

Ainda não há informações sobre quando o criminoso será recambiado ao Maranhão.

"Diferente" apresentou identidade falsa

“Diferente” apresentou identidade falsa

Saiba por que Roseana Sarney classificou a ação do MP como motivação política

Por Luís Pablo Política
 

Promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, o governador Flávio Dino e Edith Maria Barbosa Ramos

Promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, o governador Flávio Dino e Edith Maria Barbosa Ramos

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e ex-procuradores-gerais do Estado foram denunciados pelo promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, da 27ª Promotoria de Justiça Especializada.

A ação do Ministério Público ganhou grande repercussão por se tratar de Roseana, que foi acusado de fazer parte de um esquema que teria desviado R$ 410 milhões dos cofres públicos do Estado, por meio de concessão de isenções fiscais pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Roseana Sarney prontamente reagiu a ação do MP e emitiu uma nota deixando claro se tratar de uma motivação política. “Não imaginei que a ambição política no Maranhão chegasse a esse ponto, de atacar covardemente e denegrir adversários. Nunca tive essa postura em minha vida pública”, disse a peemedebista.

A declaração da ex-governadora foi em razão da suposta ligação do promotor Paulo Roberto com o governador Flávio Dino, inimigo número 1° do grupo Sarney no Maranhão.

Em reportagem divulgada no site da SIGAA (Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas) da UFMA, diz que o Governo do Estado financiou um evento em que foi coordenado pelo promotor Paulo Roberto, que aparece com sua irmã Edith Maria Barbosa Ramos ao lado de Flávio Dino, no Palácio dos Leões.

Na matéria diz ainda que o promotor é professor e coordenador do PPGDIR/UFMA (Programa de Pós-Graduação em Direito). O governador também já foi professor da Universidade Federal no curso de direito. Veja a íntegra da reportagem aqui.

Vale ressaltar que o Blog do Luis Pablo não está duvidando da conduto do promotor, apenas está noticiando o que teria motivado a ex-governadora Roseana Sarney em dizer que se trata de uma questão política a ação do Ministério Público.

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“No mínimo estranhas as acusações”, diz Marcos Lobo sobre denúncia do MP

Por Luís Pablo Política
 

Advogado Marcos Lobo

Advogado Marcos Lobo

O advogado Marcos Coutinho Lobo encaminhou nota ao Blog do Luis Pablo sobre a denúncia do Ministério Pública contra ele, a ex-governadora Roseana Sarney e os ex-procuradores-gerais do Estado, Helena Maria Cavalcanti Haickel e Ricardo Gama Pestana.

Na nota de esclarecimento, Marcos Lobo classificou como “estranhas as acusações” do promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, da 27ª Promotoria de Justiça Especializada. Veja abaixo a nota.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Não ia tratar do assunto referente às acusações que o Ministério Público Estadual fez contra mim, pois, como todos que me conhecem e leem as publicações que faço nas redes sociais, não sou adepto do processo do espetáculo.

Como fui “citado” pelos meios de comunicação, inclusive com anúncio de medidas cautelares, decidi me defender neste âmbito também.

A primeira questão a ficar evidente é que o parecer que o Ministério Público Estadual qualifica como ilícito, é manifestamente legal.

E a razão é simples: o caso se tratava de decisão judicial transitada em julgado na qual o Juízo da Vara da Fazenda Pública de São Luís determinou o que o Estado do Maranhão devolvesse valor cobrado a maior a título de ICMS. Na linguagem técnica, o Poder Judiciário determinou que houve repetição do indébito. Provocada a Procuradoria Geral do Estado, eu, na condição de procurador-geral, fiz e subscrevi parecer no sentido de que era cabível a compensação ou via precatório.

Esta, em síntese, foi a minha manifestação.

Por este ato o Ministério Público Estadual me acusa de atos de improbidade e crimes.

Existem milhares de decisões do Poder Judiciário a dizer exatamente o que eu disse no parecer e, para ficar apenas nas decisões do STJ, veja-se o que disse a Ministra Eliana Calmon no Recurso Especial 891.758-SP: “Tanto a compensação como a restituição via precatório são modos de se efetuar a repetição do tributo declarado indevido e, considerando que a fase de conhecimento limita-se ao reconhecimento do direito à repetição do indébito pretendido, bem como em traçar os parâmetros para apuração do montante a ser devolvido, nada impede que, quando da execução do julgado, o contribuinte opte pela forma que lhe mais parecer favorável a devolução (via precatório ou compensação).”

E para não alongar muito, é de se dizer que a matéria, de tão decidida assim, gerou a Súmula 461 no STJ, cujo teor é o seguinte: “O contribuinte pode optar por receber, por meio de precatório ou por compensação, o indébito tributário certificado por sentença declaratória transitada em julgado”.

No mínimo estranhas as acusações de que eu tenha cometido improbidades e crimes pelo ato que pratiquei e, ao mesmo tempo, é lícito o Poder Judiciário dizer a mesma coisa.

No mais, aguardo as deliberações do Poder Judiciário.

Flávio Dino é investigado no caso da “Farra das Passagens”

Por Luís Pablo Política
 
Flávio Dino

Flávio Dino

O “Exame de condutas” de 100 deputados federais e quatro governadores, entre eles o Governador do Maranhão, Flavio Dino, foi solicitado pela Procuradoria Regional da República (PRR), referente ao caso da “Farra das Passagens”.

O caso dos governadores será remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o da centena de congressistas ao Supremo Tribunal Federal (STF), cortes onde eles têm foro privilegiado.

No ano de 2009, época apurada pelos procuradores sobre a farra das passagens, todos esses, hoje governadores, eram parlamentares.

A farra das passagens foi descoberta após um grupo de parlamentares estarem repassando para agências de turismo, dinheiro das cotas de passagens.

O governador Flávio Dino, alegou que usou sua cota de passagens “exclusivamente em atividades políticas e parlamentares”, incluindo o uso de terceiros. O governador declarou ainda, que nunca cedeu passagens a familiares ou usou-as no exterior.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), também era investigado por suposta participação na farra das diárias.

Caberá agora ao TRF 1 acionar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para análise do caso e, se preciso,  pedir aos respectivos tribunais a abertura de inquérito contra governadores, conselheiros de contas e os atuais parlamentares.

De acordo com o documento, os governadores são Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Flávio Dino (PCdoB-MA), Jackson Barreto (PMDB-SE) e Sueli Campos (PP-RR). Os conselheiros de contas são Mário Negromonte (BA) e Waldir Barbosa (MS). Todos foram deputados no período investigado pelo Ministério Público.

A fonte é do Jornal Correio Braziliense.

São Vicente Férrer: Prefeita, pregoeiro, secretários e empresários são alvos de ações por fraudes em licitações

Por Luís Pablo Política
 

O Ministério Público do Maranhão propôs, nos dias 24 e 27 de outubro, três Ações Civis Públicas por ato de improbidade administrativa contra a prefeita de São Vicente Férrer, Maria Raimunda Araújo Sousa, e o pregoeiro Manoel da Anunciação Rocha, devido a fraudes em três licitações ocorridas no ano de 2013. As manifestações ministeriais foram formuladas pela promotora de justiça Alessandra Darub Alves.

Os procedimentos licitatórios irregulares tiveram como objeto a contratação de empresas para fornecimento de material gráfico, combustível e gêneros alimentícios e causaram prejuízos, respectivamente, de R$ 443.995,00, R$ 158.330,00 e R$ 427.560,00.

Prefeita Maria Raimunda

Prefeita Maria Raimunda

MATERIAL ESCOLAR

Na primeira ação, que apontou irregularidades na contratação de empresa para fornecimento de material gráfico para o Município também são réus o empresário Menésio Martins Rodrigues e a empresa São Luís Brandes Gráfica e Editora LTDA.

A Promotoria de Justiça da Comarca de São Vicente Férrer apurou que o pregão presencial nº 17/2013 para a contratação da referida empresa apresentou diversas falhas como ausência de pesquisa de preços do mercado, inexistência de comprovante de empenho, ausência de justificativa por autoridade competente da necessidade de contratação e não publicação do edital no Diário Oficial e em jornal de grande circulação.

Segundo a promotora de justiça, o Município contratou o serviço de material gráfico sem observar as regras licitatórias. “O procedimento realizado pelo Município de São Vicente Férrer demonstra direcionamento e prejuízo ao erário por absoluta ausência de competitividade”, frisou Alessandra Darub Alves.

COMBUSTÍVEL

Na segunda, cujo objeto é a contratação de empresa para fornecimento de combustível para a prefeitura, igualmente são alvos a empresária Evelyn de Almeida Ribeiro Mouzinho e a empresa E. DE A. Ribeiro Mouzinho (Posto Aparecida).

Foram verificadas as seguintes irregularidades no pregão presencial nº 003/2013: termo de referência sem assinaturas, ausência de pesquisa de preços de mercado, inadequação dos documentos da empresa vencedora, ausência de publicação do edital no Diário Oficial e em jornal de grande circulação, inexistência de comprovante de empenho e ausência de justificativa de autoridade competente da necessidade de contratação.

Para Alessandra Darub, não existe justificativa convincente de que a empresa vencedora do certame fosse a melhor, porque não houve disputa. “A participação dos réus é evidente. Eles simularam a realização do pregão, direcionando a licitação, não havendo como sustentar a obtenção de preço justo ao Município de São Vicente Férrer”, afirmou, na ação, a promotora de justiça.

ALIMENTOS

Na outra, que trata da contratação de empresa para fornecimento de gêneros alimentícios, são requeridos a empresária Izabelle Ferreira de Oliveira (proprietária da empresa I.F de Oliveira Comércio-ME), o secretário municipal de Educação, Esporte e Lazer, Vicente Arouche Santos, e o secretário de Assistência Social, Renda e Cidadania, Luiz Gonzaga Pinto Soares.

O Ministério Público identificou, no pregão presencial nº 10/2013, diversas ilegalidades, entre as quais ausência de pesquisa de preços de mercado, ausência de publicação do edital no Diário Oficial e em jornal de grande circulação e inexistência de comprovante de empenho.

PEDIDOS

Como medida liminar, o MPMA solicita à Justiça que determine a indisponibilidade dos bens dos réus e a nulidade dos pregões e dos referidos contratos firmados com o Município.

Também requer a condenação de todos os demandados por práticas de ato de improbidade administrativa por ofensas aos artigos 10 e 11, da Lei nº 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa), aplicando as penalidades previstas no artigo 12 desta lei, cujas sanções são: ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Quanto às empresas, a Promotoria de Justiça de São Vicente Férrer pede a condenação delas e a aplicação das penas previstas no artigo 19, da Lei Anticorrupção: perda dos bens, direitos ou valores que representem vantagem ou proveito direta ou indiretamente obtidos da infração; suspensão ou interdição parcial de suas atividades; dissolução compulsória da pessoa jurídica; proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo Poder Público, pelo prazo mínimo de um e máximo de cinco anos.