Por apresentar ao TCE prestação de contas irregular, prefeito de Trizidela do Vale é denunciado

Por Luís Pablo Política
 

1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) recebeu denúncia contra o prefeito municipal de Trizidela do Vale, Jânio de Sousa Freitas. Ele é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de apresentar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) contas irregulares referentes ao exercício financeiro de 2007. O julgamento aconteceu na sessão desta terça-feira, 19.

De acordo com o processo, o gestor municipal sonegou documentos exigidos pela legislação, fracionou despesas e burlou a lei de licitações, ao deixar de realizar procedimentos licitatórios para despesas de valores expressivos e de diversas origens.

Dentre as irregularidades apontadas pelo TCE estão a contratação de maquinários no valor de R$ 96.000,00 e a aquisição e locação de veículo no total de R$182.000,00; gêneros alimentícios em R$44.400,00 e R$24.568,00 em material de construção.

De acordo com a denúncia do MPE, todas as referidas aquisições de bens e serviços foram efetivadas de maneira fracionada, a fim de eliminar a concorrência e concentrar as compras em um número pequeno de pessoas físicas e jurídicas.

A defesa de Freitas considerou como hipóteses os fatos atribuídos ao prefeito, reforçando que as provas não tiveram amparo real. Motivo pelo qual pediu a rejeição da denúncia e a declaração de inocência do gestor.

O relator do processo, desembargador José Luiz Almeida, recebeu a denúncia e foi acompanhado pelos desembargadores José Bernardo Rodrigues e Raimundo Nonato Souza.

Empresa ICN denunciado por Ricardo Murad aumenta faturamento com dinheiro do governo Roseana

Por Luís Pablo Política
 

O Instituto Cidadania e Natureza – ICN, é abençoado por Deus e tem a proteção na terra da governadora Roseana Sarney e é oxigenado pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.

Depois da intervenção dos contratos com a Cruz Vermelha Brasileira – CBV, o ICN ganhou o comando de quase todos os hospitais do estado.

O Instituto que já tem um faturamento milionário com o governo do estado, passou a duplicar com a saída da CBV.

Em apenas 4 meses do segundo mandato de Roseana, o ICN faturou 35.077.801,53 (trinta e cinco milhões, setenta e sete mil, oito centos e um reais e cinqüenta e três centavos) no projeto de “contratualização de estabelecimentos de saúde” no valor de R$ 70.812.285,78 (setenta milhões, oito centos e doze mil, duzentos e oitenta e cinco reais e setenta e oito centavos). A empresa faturou praticamente a metade do projeto.

O que desperta a curiosidade é que o ICN já foi por diversas vezes denunciado pelo então na época líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Ricardo Murad.

Ele afirmava da tribuna da Assembléia Legislativa que o ICN opera com preços superfaturados para irrigar o proprinoduto dos governos de José Reinaldo Tavares e Jackson Lago. E agora?

OGX ‘encolheu’ R$ 10,9 bilhões nesta segunda-feira, mostra consultoria

Por Luís Pablo Brasil
 

Eike Batista

Do G1

A forte queda das ações da OGX Petróleo nesta segunda-feira (18) fez o valor de mercado da companhia recuar em R$ 10,9 bilhões, segundo cálculo da consultoria Economatica feito a pedido do G1.

No encerramento do pregão de sexta-feira, o valor das ações da empresa de Eike Batista somava R$ 63,5 bilhões. Ao final dos negócios desta segunda, com a queda de mais de 17% no valor dos papeis, o valor de mercado da empresa recuara para R$ 52,6 bilhões.

Os papéis da OGX recuaram 17,25%, fechando o pregão desta segunda-feira a R$ 16,26. A queda foi reflexo da decepção do mercado com o relatório da certificadora DeGolyer and MacNaughton (D&M) sobre as reservas da companhia, divulgado na sexta-feira (15).

As ações da OGX foram as mais negociadas dentro da carteira do Ibovespa, com 22,52% do volume de transações do dia e puxaram o recuo do principal índice da bolsa paulista, que fechou em queda de 1,90%.

Logo pela manhã, mesmo antes da abertura da bolsa, relatórios negativos de analistas sobre os dados da D&M já circulavam no mercado, como os do BTG Pactual, Santander e Deutsche Bank, que revisaram para baixo o preço-alvo e a recomendação para a empresa.

Segundo o analista Marcus Sequeira, do Deutsche, a análise da D&M incluiu recursos “que têm um grau maior de incerteza do que em análises anteriores”.

Maranhão tem o segundo maior índice de cheques devolvidos do país

Por Luís Pablo Maranhão
 

Do Estadão

O porcentual de cheques devolvidos no Brasil subiu pela terceira vez no ano, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 18, pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. Em março, 1,87 milhão de cheques (2,13% do total) foram devolvidos, um índice superior aos de fevereiro (1,83%) e janeiro (1,70%).

Apesar dos avanços mensais verificados, o primeiro trimestre de 2011 registrou o menor número de cheques devolvidos para o período nos últimos seis anos. De janeiro a março, houve 1,89% de devoluções de cheques. Em 2005, no mesmo período, esse porcentual havia sido de 1,74%, informou a Serasa Experian.

Na avaliação dos economistas da entidade, a alta na inadimplência dos cheques em março é provocada, em parte, por efeitos sazonais. O orçamento familiar é pressionado no mês por despesas com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com o material escolar e com as férias e o carnaval.

A entidade também cita o efeito de fatores conjunturais sobre a inadimplência, como o aumento da inflação, que reduz o poder aquisitivo do consumidor, além do aperto monetário, que encarece o crédito.

Regiões:

Os Estados com menor índice de cheques devolvidos em março foram São Paulo (1,45%), Rio de Janeiro (1,56%) e Paraná (1,62%). Os três estão abaixo da média do País, que ficou em 1,89%. Já os Estados com pior índice foram Roraima (10,88%), Maranhão (9,22%) e Acre (7,41%). Além disso, a Região Sudeste teve o menor porcentual (1,55%), enquanto a Região Norte registrou o maior índice de cheques sem fundo (4,03%).

400 anos de São Luís serão cantados pela Beija Flor

Por Luís Pablo Crime
 

Os 400 anos de São Luís serão tema da escola de samba Beija-Flor, do Rio de Janeiro, no ano que vem. Membros da diretoria da agremiação tiveram um encontro com a governadora Roseana Sarney, nesta segunda-feira (18), no Palácio dos Leões. Em seguida, participaram da primeira reunião com secretários de governo, artistas e intelectuais maranhenses, que integrarão uma comissão para a construção do enredo.

“São Luís tem uma riqueza histórica e cultural maravilhosa, o que renderá um belo espetáculo na avenida”, declarou Luís Fernando Laíla, da comissão de Carnaval da Beija-Flor, lembrando ainda que esta não é a primeira vez que a escola cantará as belezas do Maranhão no Carnaval carioca.

Também participaram do encontro o carnavalesco Fran-Sérgio e a pesquisadora Bianca Behrends e os secretários de Cultura, Luís Henrique Bulcão, e de Turismo, Tadeu Palácio. O Governo reuniu ainda artistas maranhenses ligados a diversas áreas para ajudar no projeto, incluindo Sérgio Habibe, Betto Pereira, José Pereira Godão, Mano Borges, Chico Maranhão, Roberto Brandão, Cláudio Adão, os carnavalescos Miguel Veiga e Chico Coimbra e o pesquisador Sebastião Moreira Duarte.

“Vamos levar as belezas de São Luís para a Sapucaí e o nosso projeto está em boas mãos. Será uma bela homenagem ao quarto centenário da cidade”, declarou o secretário Luís Bulcão.

Ao fim da primeira reunião, os membros da diretoria pediram para conhecer dois aspectos da cultura ludovicense: o reggae e a religiosidade. A diretoria volta nesta quarta-feira (20) ao Rio de Janeiro, mas já têm agendadas outras visitas a São Luís.

Filha de Ulysses pede a Simon para rebater críticas de Sarney

Por Luís Pablo Política
 

Do G1

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) leu na tribuna do Senado, na sessão desta segunda-feira (18), um e-mail de Celina Campello, filha de Ulysses Guimarães, pedindo que o peemedebista respondesse às críticas do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao deputado, morto em 1992. Celina pede que Simon lembre o “legado político” do pai.

Na biografia de Sarney, lançada no mês passado, o presidente do Senado responsabiliza Ulysses, em um de seus diários da época, por problemas em seu governo – Sarney foi presidente da República entre 1985 e 1990. No diário, Sarney afirma que Ulysses “não tem grandeza nem espírito público. É um político menor, que tem o gosto da arte da política, puro gosto do jogo, nada mais”.

Sarney está fora do país, mas sua assessoria ponderou que as declarações registradas na biografia representam o que o presidente do Senado pensava à época dos registros ocorridos nos diários pessoais dele, e que não representam a posição atual do senador.

“Não sei se você [Pedro Simon] leu a declaração do senador José Sarney em sua última biografia sobre Ulysses. Sabendo da sua grande admiração e amizade por ele, eu gostaria que com a sua inteligência e capacidade de comunicação lembrasse mais uma vez seu legado político”, apela Celina no e-mail de dois parágrafos a Pedro Simon.

Para o senador, que é colega de partido de Sarney, o trecho da biografia “é lamentável” e não deve servir de referência para ilustrar a memória de Ulysses. “É uma frase menor que não atinge a figura do doutor Ulysses. Tenho certeza que o presidente Sarney vai telefonar para você, Celina. Ele vai dizer que em um livro de 600 páginas isso escapou”, afirmou, da tribuna do Senado.