Imperatrizenses estão comovidos com a perda de Jackson Lago

Por Luís Pablo Maranhão / Política
 

Em Imperatriz, onde o ex-governador Jackson Lago teve votação máxima nas duas últimas eleições ao governo do Estado, populares, amigos e políticos ficaram comovidos com a notícia de sua morte.

As pessoas receberam com muito pesar a morte de Jackson Lago. O homem público tinha uma relação muito estreita com os eleitores do município.

O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, lamentou a morte do ex-governador.

Jackson foi eleito melhor prefeito do Brasil pela Folha de S. Paulo

Por Luís Pablo Política
 

Jackson Lago foi prefeito de São Luís em três ocasiões (1989-92, 1997-2000 e 2001-02), tendo conquistado o título de melhor prefeito do Brasil, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Contribuíram para este reconhecimento a ampliação do número de alunos na rede pública de ensino, a melhoria da capacitação dos professores, avanços nas áreas de saúde, geração de emprego e renda, segurança pública, participação popular, infra-estrutura, meio-ambiente e cultura.

PDT diz que Jackson foi herói contra a oligarquia do Maranhão

Por Luís Pablo Política
 

Se Leonel Brizola é nosso herói na luta pela emancipação do Brasil, o maranhense Jackson Lago é o nosso herói na luta contra a oligarquia. Brizola, homem do sul; Lago, homem do nordeste. Ambos pagaram caro pelo topete de arrostar e até vencer em certos momentos o sistema de dominação que, em plena época da informática, colonializa os povos de países emergentes como o o Brasil, ou de estados pobres, como o Maranhão.

Jackson Lago faleceu esta tarde, em São Paulo, aos 77 anos, depois de debater-se por mais de três anos com um câncer devorador. Mas para o governador do Maranhão, cassado quando mal completava dois anos de mandato, num dos julgamentos mais comprometedores da justiça brasileira, o grande câncer continuava a ser a oligarquia que há mais de 40 anos torna o maranhense um dos povos mais subnutridos do mundo, a ponto de ter uma das estaturas mais baixas do país.

Quando Jackson Lago foi cassado, na madrugada de 4 de março de 2009, ele já tinha construído mais de cem escolas (contra apenas duas da administração que o antecedeu e depois o sucedeu), várias estradas e desenvolvido um programa social e sanitário, que já começava a dar frutos entre as populações marginalizadas. Dizem que seu “pecado” foi tirar as contas do governo do estado de um grande banco privado e entregá-las ao Banco do Brasil, onde os recursos estaduais eram mais bem remunerados e melhor aplicados em termos sociais e econômicos.

Naquilo que o escritor uruguaio Eduardo Galeano chama de o mundo pelo avesso (aquele que nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos), Jackson Lago, um dos homens mais honrados e honestos (era pobre e só tinha o apartamento onde vivia) foi cassado sob a acusação de comprar de votos. Segundo noticiava o site de O Globo, no dia de sua cassação,”a acusação contra Jackson Lago e o vice Luiz Carlos Porto é de abuso de poder econômico e compra de votos.

O caso começou a ser julgado pelo TSE em dezembro do ano passado (2008) , mas foi adiado por três vezes por pedido de vista, substituição e doença de ministro. Na terça-feira (4/03/2009) a sessão teve que começar do zero porque o ministro Ricardo Lewandowski entrou no lugar de Joaquim Barbosa, que se declarou impedido de julgar… Dos sete ministros, cinco foram a favor da cassação e dois contra. A sessão durou mais de seis horas”.

Jackson Kepler Lago no Hospital do Coração, em São Paulo. Ele estava internado desde quarta-feira (30) na Unidade de Tratamento Intensivo, depois de uma piora no seu estado de saúde. Jackson sofria de câncer de próstata. O corpo de Jackson será trasladado para São Luiz, Maranhão, onde deverá ser velado na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), segundo informações de companheiros do PDT maranhense.

Murilo Ferreira é escolhido para assumir presidência da Vale

Por Luís Pablo Brasil
 

Murilo Ferreira

Foi indicado na noite desta segunda-feira (4) o novo presidente da Vale. Murilo Ferreira é um ex-executivo da própria mineradora e deve substituir Roger Agnelli, há uma década no posto.

A decisão foi tomada em reunião com os acionistas da mineradora. Murilo Ferreira foi indicado para assumir a presidência da Vale, a segunda maior mineradora do mundo e maior empresa privada do Brasil. A indicação saiu de uma lista com três nomes – a lista tríplice – e causou surpresa no mercado. O mais cotado era Tito Martins, atual presidente da Vale no Canadá

Murilo Ferreira vai substituir o atual presidente Roger Agnelli, no cargo há dez anos. Murilo Ferreira é administrador de empresas, tem 58 anos e foi executivo da Vale durante dez anos. Saiu em 2008 quando era presidente de um braço da empresa, no Canadá.

O nome precisa ser aprovado pelo conselho de administração da Vale, em reunião sem data marcada. Se Murilo for confirmado, ele assume o cargo no próximo dia 22 de maio.

(Com Informações do Jornal da Globo)

A biografia de Jackson Lago

Por Luís Pablo Política
 

Jackson Kléper Lago foi um médico e político brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Foi governador do estado do Maranhão de 2007 a 2009, quando teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes disso, havia sido prefeito de São Luís por três ocasiões. Ele era casado com a também médica Maria Clay Moreira Lago, com quem teve três filhos. Maria Clay foi secretária de Solidariedade Humana durante o governo de José Reinaldo Tavares, quando do rompimento deste com a família Sarney.

Nascido em Pedreiras, no interior maranhense, Jackson Lago começou sua trajetória política ainda na década de 1960, participando de protestos contra a ditadura militar. Ligado ao sindicato dos médicos, foi pioneiro na realização de cirurgia torácica no sistema de saúde pública do Maranhão e lecionou na Faculdade de Medicina do Estado. Em 1979, ao lado de Leonel Brizola, ajudou a fundar o diretório do Partido Democrático Trabalhista, do qual permaneceu até seu falecimento em 04 de Abril de 2011.

Prefeito de São Luís por três ocasiões (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2002, quando foi reeleito), Lago, que conquistou o título de melhor prefeito do Brasil, de acordo com pesquisa do jornal Folha de S. Paulo, considera a ampliação do número de alunos das escolas públicas e a melhoria da capacitação dos professores suas principais realizações à frente do governo da capital maranhense. A gestão Lago em São Luís também foi reconhecida por avanços nas áreas de saúde, geração de emprego e renda, segurança pública, participação popular, infra-estrutura, meio-ambiente e cultura.

Lago renunciou ao último mandato de prefeito de São Luís para concorrer ao governo do estado. Contando inicialmente com a preferência de apenas cerca de 20% do eleitorado, Lago surpreendeu todas as pesquisas de opinião e foi eleito no segundo turno com 51,82% dos votos válidos contra 48,18% de Roseana Sarney. Uma pesquisa do IBOPE contratada pela TV Mirante, indicava que Roseana ganharia o pleito ainda no primeiro turno. Apenas o Instituto Toledo & Associados, contratado pelo jornal O Imparcial, previu a possibilidade de haver um segundo turno no estado. Durante a campanha, Lago apostou no desgaste político da família Sarney, denunciando fortemente casos de corrupções envolvendo o grupo ligado a esta. Lago fez seu material de campanha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar deste ter declarado apoio público à rival Roseana.

Velório de Jackson será no PDT, por desejo dele…

Por Luís Pablo Política
 

Do blog de Marco D’Eça

O ex-governador Jackson Lago será velado, a princípio, na sede do diretório regional do PDT, na Rua dos Afogados, no Centro de São Luís. O local é um desejo do próprio Jackson, expressado à família.

No PDT já estão, desde o início da noite, todas lideranças do partido – hoje seria aposse da nova diretoria, que tinha o ex-governador como presidente.

– Ele expressou o desejo de ser velado na sede do PDT, seu partido do coração. O desejo da família e das lideranças do partido é atender a este desejo – disse ao blog Weverton Rocha, o novo secretário-geral da legenda.

O ex-governador morreu no final da tarde, no Hospital do Coração, em São Paulo, onde se submetia tratamento desde dezembro.

A previsão é que o seu corpo chegue ao Maranhão até o meio-dia desta terça-feira.

‘O que o abateu mesmo foi ter confiado em quem não valeu a pena confiar’, diz Vidigal sobre Jackson

Por Luís Pablo Política
 

Do Blog de Edson Vidigal

Só há tempo para o viver. Entre o nascer e o morrer só o tempo para o viver. Nascer é chegar ao mundo, abrir-se para a vida e seguir o destino pela estrada que, um dia, terá fim. Ou nunca terá fim.

Para muitos, a estrada tem fim. A viagem acaba com a chegada da morte. Nascer não é inevitável. Morrer para muitos é inevitável. Há aqueles para quem a estrada nunca acaba porque apesar da morte, prosseguem.

Prosseguem no exemplo, nos ideais de luta, não a luta pelo mal aos outros, mas a luta buscando o bem dos outros.

O Jackson se inscreve agora entre aqueles para quem a estrada da vida não acabou. Aqueles que sobrevivem à própria morte.

O Jackson médico, trabalhou seu oficio curando doentes, ajudando a salvar vidas, espantando as lamurias que a morte leva às casas dos enfermos.

O Jackson professor soube inspirar seguidores, disseminando o que aprendeu em técnicas, erudição, experiência e conhecimentos.

O Jackson político, que administrou a Capital por três vezes, sempre bem avaliado, era querido pela população porque fazia da política não a arte do possível como muitos ainda entre nós a praticam no mal sentido, achando que esse possível se encerra na possibilidade das coisas sempre para eles, a favor deles, do patrimônio político e também do patrimônio pessoal deles.

O Jackson político fincava sua ação em princípios rígidos, dos quais ninguém o arredava. Não concebia a vida política fora dos parâmetros republicanos e democráticos.

Homem público, no exemplo que o Jackson buscava intensamente transmitir, não podia ter outros compromissos que não os fossem, primeiramente, com o coletivo. Era assim, beirando muitas vezes a um remansoso romantismo, o seu jeito de gerenciar a coisa publica.

Antes da morte física de agora ha pouco, o Jackson já havia sofrido uma tentativa de morte política quando lhe arrebataram covardemente, ainda no primeiro biênio, o mandato de Governador eleito pela maioria do Povo do Maranhão.

Depois, nas eleições seguintes, ele novamente concorrendo para se submeter a um novo julgamento, querendo tirar a prova dos nove, foi vitima de novo atentado com a bazófia da inelegibilidade que lhe inventaram e que a morosidade judicial ajudou a prosperar.

O Jackson não era inelegível coisa nenhuma. Eu me esguelava garantindo isso nos comícios, na campanha inteira, ao lado dele.

Quando a Justiça eleitoral, em sua fama de que tarda, mas não falha, mas falhando porque tardia, disse que não havia mesmo inelegibilidade nenhuma contra o Jackson, a tendência forte que antes lhe era favorável já se contaminara pela mentira espalhada pela má fé e, assim, lhe esvaziavam os apoios.

E assim, derrotado, covardemente derrotado, logo no primeiro turno, o Jackson gladiador da resistência republicana e democrática no Maranhão foi a nocaute.

O que lhe causou, enfim, a morte física não foi o câncer que já o acompanhava e com o qual convivia em alguma harmonia há algum tempo. Nem a pneumonia se aproveitando da sua baixa resistência decorrente da quimioterapia.

O que o abateu mesmo foi a depressão profunda em que mergulhou decepcionado com os falsos e envergonhado por ter dedicado todo o tempo em que passou palmilhando a estrada na luta pelos outros e vendo a vitoria definitiva quase chegando ter confiado em uns tantos em quem não valeu a pena confiar.