Brandão perde tempo ao responder críticas sem fundamento

Governador do Maranhão, Carlos Brandão
O episódio envolvendo a compra de tablets para estudantes da rede estadual evidencia um erro do governador do Maranhão, Carlos Brandão: responder sistematicamente a cada crítica da oposição.
A bancada oposicionista, como é de praxe, utiliza a tribuna da Assembleia Legislativa para lançar acusações — muitas vezes frágeis ou baseadas em comparações descontextualizadas. A intenção é clara: desestabilizar o governo e transformar qualquer ação de gestão em disputa política.
Ao emitir comunicados oficiais e dizer que vai acionar a Justiça contra parlamentares, o governador acaba reforçando exatamente o que seus adversários buscam: visibilidade.
Na prática, cada resposta amplia o alcance das críticas, colocando a oposição no centro do debate, quando o foco deveria estar nas entregas da gestão.
É notório que a Assembleia tem se tornado palco de discursos inflamados e acusações apressadas. Deputados usam a tribuna para questionar desde eventos estudantis até detalhes técnicos de licitações, numa clara estratégia de criar narrativas de desgaste.
O que a oposição busca é holofote, não a verdade. O que poderia ser classificado como ruído político ganha ares de relevância justamente porque o governo dedica tempo em rebater ponto a ponto.
Ao invés de reagir a cada ataque, Brandão deveria adotar uma postura de indiferença: mostrar, por meio de resultados, que a gestão está acima do ruído político. Ignorar críticas infundadas não significa fraqueza, mas inteligência política.
Quem governa precisa dar sinais claros de que está no comando e que não se deixa distrair por discursos oposicionistas que, no fim das contas, buscam apenas criar desgaste midiático.
