Entidades internacionais reagem a decisão de Alexandre de Moraes contra jornalista e cobram devolução de material

Por Luís Pablo Política
 

entidade dos EUA cobra STF e denuncia ataque à liberdade de imprensa no caso Luís Pablo

O caso do jornalista Luís Pablo ganhou repercussão internacional com manifestações de duas das principais organizações de defesa da liberdade de imprensa no mundo.

O Committee to Protect Journalists (Comitê para a Proteção de Jornalistas), com sede em Nova York, classificou como “abuso de poder” a ação que teve como alvo o jornalista maranhense.

A entidade criticou a operação da Polícia Federal, que apreendeu celulares e notebook utilizados no trabalho profissional, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A organização internacional exigiu a interrupção imediata da investigação, além da devolução de todo o material apreendido.

Para o Comitê, a medida fere princípios democráticos e levanta sérias preocupações sobre liberdade de imprensa no Brasil (veja aqui).

Já a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) também entrou no caso e fez um alerta contundente (veja aqui).

A entidade afirmou que decisões judiciais desse tipo podem gerar um “efeito intimidador” contra jornalistas e comprometer o sigilo da fonte.

Para a SIP, quando o sigilo é ameaçado, não é apenas o jornalista que é atingido, mas toda a sociedade, que depende da circulação de informações de interesse público.

O caso teve origem após reportagens publicadas no Blog do Luís Pablo sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino (reveja aqui, aqui, aqui e aqui).

Com as manifestações do CPJ e da SIP, o caso do jornalista deixa de ser apenas uma situação nacional e passa a integrar o radar de organizações internacionais que monitoram possíveis violações à liberdade de imprensa, ampliando o debate sobre os limites da atuação do Judiciário frente ao exercício do jornalismo no Brasil.

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