Em 2018, governo Flávio Dino foi acusado de tentar incriminar Raimundo Cutrim

Por Luís Pablo Política
 
Jefferson Portela, Flávio Dino e Raimundo Cutrim

Jefferson Portela, Flávio Dino e Raimundo Cutrim

A atual investigação contra o ex-secretário Raimundo Cutrim reacendeu um episódio que ganhou repercussão nacional em 2018 (Reveja aqui e aqui).

Na época, um policial militar preso declarou, em depoimento à Justiça Federal, que foi pressionado pelo então secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a incluir o nome de Cutrim em uma colaboração premiada.

A acusação atingiu diretamente o governo Flávio Dino. E, como todos sabem, Jefferson Portela sempre seguiu às ordens de Dino.

Segundo o depoimento, o policial Fernando Paiva Moraes Júnior afirmou que o secretário do Governo Dino insistia para que ele relacionasse Cutrim ao esquema investigado, embora, segundo o próprio PM, ele sequer conhecesse Raimundo Cutrim e nem possuir elementos para envolvê-lo no caso.

A defesa do policial chegou a mover queixa-crime contra Jefferson, que se pronunciou por meio da rede social negando as acusações (reveja aqui).

A gravidade do que ocorreu levou o caso até a Assembleia Legislativa do Maranhão. Parlamentares da oposição protocolaram um pedido de criação de uma CPI para investigar as acusações do policial que teria sido coagido a envolver Raimundo Cutrim em uma delação, além de apurar outras denúncias relacionadas à atuação da Secretaria de Segurança Pública.

Tudo isso voltou a ser lembrado após a operação da Polícia Federal que atingiu o ex-secretário Cutrim. Em vídeo gravado antes de ter sido alvo da PF, Raimundo Cutrim afirmou que Flávio Dino é seu adversário político e que sempre foi perseguido pelo ministro (veja aqui).

Um comentário em “Em 2018, governo Flávio Dino foi acusado de tentar incriminar Raimundo Cutrim”

  1. Felipe Maia Vieira

    Com a PF batendo na porta do Palácio dos Leões e o STF investigando obstrução de Justiça, colocar um jovem sem experiência para gerenciar essa crise é brincar com o futuro do Maranhão. O estado precisa de pulso firme e história, não de estágio no Executivo. Orleans é um alvo móvel fácil demais para o Braide destruir no primeiro debate. O Maranhão está sem comando e a eleição majoritária virou caso de polícia [SBT News]. Orleans Brandão não tem experiência nenhuma e agora carrega nas costas o desgaste de um escândalo de homicídio e obstrução de Justiça no Supremo [SBT News, O Imparcial]. Colocar um jovem desse tamanho para gerenciar essa crise institucional é suicídio político. A única saída honrosa para o pai dele, Marcus Brandão, é recuar o rapaz para Federal, onde ele fica protegido por imunidade e longe dos holofotes, e chamar a mãe do Maranhão para reassumir os Leões. Só ela limpa a chapa e traz o respeito que o estado perdeu.

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