Quem banca a nova vida da família do assassino confesso que obteve o regime semiaberto por decisão de Flávio Dino?

Assassino confesso Gilbson César Soares Cutrim Júnior
O assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, no edifício Tech Office, em São Luís-MA, deixou de ser apenas um processo criminal há muito tempo.
O caso passou a ocupar espaço também no debate político do Maranhão, impulsionado por acusações, decisões judiciais e disputas que ultrapassaram os limites do processo criminal.
A condenação do assassino confesso Gilbson César Soares Cutrim Júnior não colocou um ponto final nisso. Embora o julgamento na Justiça Estadual tenha definido sua responsabilidade criminal pelo homicídio, o caso ganhou novos desdobramentos, chegando ao Supremo Tribunal Federal nas mãos do ministro Flávio Dino e passando a envolver outras investigações, decisões judiciais e questionamentos que, até hoje, permanecem sem respostas.
O que mais chama atenção é que diversas circunstâncias surgidas após a prisão do condenado não chegaram a ser totalmente esclarecidas. Parte dessas apurações foi interrompida antes mesmo da realização de diligências consideradas importantes pela Polícia Civil.
Entre elas estava o depoimento de Lorena da Silva Santos, esposa de Gilbson. Ela foi intimada para prestar esclarecimentos no dia 19 de fevereiro deste ano. Um dia antes da data marcada, porém, viajou para Brasília acompanhada de familiares em um veículo alugado. Cinco dias depois, sobreveio decisão do ministro Dino trancando o inquérito da Polícia Civil, o que impediu que o depoimento fosse realizado.
Outra situação que desperta interesse público diz respeito à realidade financeira da família do condenado. O site do Luís Pablo apurou que Lorena e familiares deixaram um bairro da periferia de São Luís para morar em um apartamento no Renascença, uma das áreas mais valorizadas da capital, com meses de aluguel pagos antecipadamente.
Qual foi a origem dos recursos que permitiram essa mudança de padrão de vida?
Também chama atenção a transferência de Gilbson do Complexo Penitenciário de Pedrinhas para o presídio federal de Brasília.
À época, a medida foi justificada por suspeitas de que ele estaria sendo envenenado dentro da unidade prisional. No entanto, até onde o site do apurou, não houve a realização de perícia ou laudo médico que confirmasse essa hipótese antes da remoção.
Sem a realização de um laudo ou de uma perícia que comprovasse a suspeita de envenenamento, a transferência passou a ser alvo de questionamentos.
Atualmente o assassino confesso vive em regime semiaberto por decisão do ministro Flávio Dino, em liberdade durante o dia e retornando ao presídio federal durante a noite. A questão que permanece sem resposta é como Gilbson vem se mantendo em Brasília durante esse período. Existe alguma fonte de renda conhecida ou auxílio formal que custeie sua permanência em Brasília?
O homicídio de João Bosco foi julgado e resultou na condenação do autor confesso. O que continua sem resposta são os fatos que surgiram depois da condenação. A origem dos recursos que sustentam a nova realidade financeira da família do assassino, as circunstâncias da transferência para o presídio federal sem comprovação médica da alegada tentativa de envenenamento, a interrupção da investigação antes do depoimento da esposa e a permanência de Gilbson em Brasília durante o regime semiaberto continuam cercadas por dúvidas.
O assunto também chegou à tribuna da Assembleia Legislativa. Durante sessão plenária, o deputado Yglésio Moyses defendeu que Gilbson e sua esposa Lorena sejam convocados para prestar esclarecimentos.
No discurso, o parlamentar afirmou que é necessário apurar como a família do assassino confesso tem se mantido financeiramente após a transferência dele para Brasília e questionou a mudança de padrão de vida dos familiares.
Yglésio também cobrou a quebra dos sigilos bancários dos dois para esclarecer a origem dos recursos e afirmou que todas as suspeitas levantadas devem ser investigadas pelos órgãos competentes.
CLIQUE E VEJA:
