Empresa ICN denunciado por Ricardo Murad aumenta faturamento com dinheiro do governo Roseana

Por Luís Pablo Política
 

O Instituto Cidadania e Natureza – ICN, é abençoado por Deus e tem a proteção na terra da governadora Roseana Sarney e é oxigenado pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.

Depois da intervenção dos contratos com a Cruz Vermelha Brasileira – CBV, o ICN ganhou o comando de quase todos os hospitais do estado.

O Instituto que já tem um faturamento milionário com o governo do estado, passou a duplicar com a saída da CBV.

Em apenas 4 meses do segundo mandato de Roseana, o ICN faturou 35.077.801,53 (trinta e cinco milhões, setenta e sete mil, oito centos e um reais e cinqüenta e três centavos) no projeto de “contratualização de estabelecimentos de saúde” no valor de R$ 70.812.285,78 (setenta milhões, oito centos e doze mil, duzentos e oitenta e cinco reais e setenta e oito centavos). A empresa faturou praticamente a metade do projeto.

O que desperta a curiosidade é que o ICN já foi por diversas vezes denunciado pelo então na época líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Ricardo Murad.

Ele afirmava da tribuna da Assembléia Legislativa que o ICN opera com preços superfaturados para irrigar o proprinoduto dos governos de José Reinaldo Tavares e Jackson Lago. E agora?

OGX ‘encolheu’ R$ 10,9 bilhões nesta segunda-feira, mostra consultoria

Por Luís Pablo Brasil
 

Eike Batista

Do G1

A forte queda das ações da OGX Petróleo nesta segunda-feira (18) fez o valor de mercado da companhia recuar em R$ 10,9 bilhões, segundo cálculo da consultoria Economatica feito a pedido do G1.

No encerramento do pregão de sexta-feira, o valor das ações da empresa de Eike Batista somava R$ 63,5 bilhões. Ao final dos negócios desta segunda, com a queda de mais de 17% no valor dos papeis, o valor de mercado da empresa recuara para R$ 52,6 bilhões.

Os papéis da OGX recuaram 17,25%, fechando o pregão desta segunda-feira a R$ 16,26. A queda foi reflexo da decepção do mercado com o relatório da certificadora DeGolyer and MacNaughton (D&M) sobre as reservas da companhia, divulgado na sexta-feira (15).

As ações da OGX foram as mais negociadas dentro da carteira do Ibovespa, com 22,52% do volume de transações do dia e puxaram o recuo do principal índice da bolsa paulista, que fechou em queda de 1,90%.

Logo pela manhã, mesmo antes da abertura da bolsa, relatórios negativos de analistas sobre os dados da D&M já circulavam no mercado, como os do BTG Pactual, Santander e Deutsche Bank, que revisaram para baixo o preço-alvo e a recomendação para a empresa.

Segundo o analista Marcus Sequeira, do Deutsche, a análise da D&M incluiu recursos “que têm um grau maior de incerteza do que em análises anteriores”.

Maranhão tem o segundo maior índice de cheques devolvidos do país

Por Luís Pablo Maranhão
 

Do Estadão

O porcentual de cheques devolvidos no Brasil subiu pela terceira vez no ano, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 18, pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. Em março, 1,87 milhão de cheques (2,13% do total) foram devolvidos, um índice superior aos de fevereiro (1,83%) e janeiro (1,70%).

Apesar dos avanços mensais verificados, o primeiro trimestre de 2011 registrou o menor número de cheques devolvidos para o período nos últimos seis anos. De janeiro a março, houve 1,89% de devoluções de cheques. Em 2005, no mesmo período, esse porcentual havia sido de 1,74%, informou a Serasa Experian.

Na avaliação dos economistas da entidade, a alta na inadimplência dos cheques em março é provocada, em parte, por efeitos sazonais. O orçamento familiar é pressionado no mês por despesas com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com o material escolar e com as férias e o carnaval.

A entidade também cita o efeito de fatores conjunturais sobre a inadimplência, como o aumento da inflação, que reduz o poder aquisitivo do consumidor, além do aperto monetário, que encarece o crédito.

Regiões:

Os Estados com menor índice de cheques devolvidos em março foram São Paulo (1,45%), Rio de Janeiro (1,56%) e Paraná (1,62%). Os três estão abaixo da média do País, que ficou em 1,89%. Já os Estados com pior índice foram Roraima (10,88%), Maranhão (9,22%) e Acre (7,41%). Além disso, a Região Sudeste teve o menor porcentual (1,55%), enquanto a Região Norte registrou o maior índice de cheques sem fundo (4,03%).

400 anos de São Luís serão cantados pela Beija Flor

Por Luís Pablo Crime
 

Os 400 anos de São Luís serão tema da escola de samba Beija-Flor, do Rio de Janeiro, no ano que vem. Membros da diretoria da agremiação tiveram um encontro com a governadora Roseana Sarney, nesta segunda-feira (18), no Palácio dos Leões. Em seguida, participaram da primeira reunião com secretários de governo, artistas e intelectuais maranhenses, que integrarão uma comissão para a construção do enredo.

“São Luís tem uma riqueza histórica e cultural maravilhosa, o que renderá um belo espetáculo na avenida”, declarou Luís Fernando Laíla, da comissão de Carnaval da Beija-Flor, lembrando ainda que esta não é a primeira vez que a escola cantará as belezas do Maranhão no Carnaval carioca.

Também participaram do encontro o carnavalesco Fran-Sérgio e a pesquisadora Bianca Behrends e os secretários de Cultura, Luís Henrique Bulcão, e de Turismo, Tadeu Palácio. O Governo reuniu ainda artistas maranhenses ligados a diversas áreas para ajudar no projeto, incluindo Sérgio Habibe, Betto Pereira, José Pereira Godão, Mano Borges, Chico Maranhão, Roberto Brandão, Cláudio Adão, os carnavalescos Miguel Veiga e Chico Coimbra e o pesquisador Sebastião Moreira Duarte.

“Vamos levar as belezas de São Luís para a Sapucaí e o nosso projeto está em boas mãos. Será uma bela homenagem ao quarto centenário da cidade”, declarou o secretário Luís Bulcão.

Ao fim da primeira reunião, os membros da diretoria pediram para conhecer dois aspectos da cultura ludovicense: o reggae e a religiosidade. A diretoria volta nesta quarta-feira (20) ao Rio de Janeiro, mas já têm agendadas outras visitas a São Luís.

Filha de Ulysses pede a Simon para rebater críticas de Sarney

Por Luís Pablo Política
 

Do G1

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) leu na tribuna do Senado, na sessão desta segunda-feira (18), um e-mail de Celina Campello, filha de Ulysses Guimarães, pedindo que o peemedebista respondesse às críticas do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao deputado, morto em 1992. Celina pede que Simon lembre o “legado político” do pai.

Na biografia de Sarney, lançada no mês passado, o presidente do Senado responsabiliza Ulysses, em um de seus diários da época, por problemas em seu governo – Sarney foi presidente da República entre 1985 e 1990. No diário, Sarney afirma que Ulysses “não tem grandeza nem espírito público. É um político menor, que tem o gosto da arte da política, puro gosto do jogo, nada mais”.

Sarney está fora do país, mas sua assessoria ponderou que as declarações registradas na biografia representam o que o presidente do Senado pensava à época dos registros ocorridos nos diários pessoais dele, e que não representam a posição atual do senador.

“Não sei se você [Pedro Simon] leu a declaração do senador José Sarney em sua última biografia sobre Ulysses. Sabendo da sua grande admiração e amizade por ele, eu gostaria que com a sua inteligência e capacidade de comunicação lembrasse mais uma vez seu legado político”, apela Celina no e-mail de dois parágrafos a Pedro Simon.

Para o senador, que é colega de partido de Sarney, o trecho da biografia “é lamentável” e não deve servir de referência para ilustrar a memória de Ulysses. “É uma frase menor que não atinge a figura do doutor Ulysses. Tenho certeza que o presidente Sarney vai telefonar para você, Celina. Ele vai dizer que em um livro de 600 páginas isso escapou”, afirmou, da tribuna do Senado.

Três ações na Justiça Eleitoral contestam a eleição de Roseana

Por Luís Pablo Política
 

A eleição da governadora do Maranhão, Roseana Sarney Murad (PMDB), em outubro do ano passado, está sendo questionada na Justiça Eleitoral por três ações – duas correm no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de autoria de José Reinaldo Carneiro Tavares (PSB) e José Maria da Silva Fontinele (PRTB), e uma no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), impetrada por Aderson de Carvalho Lago Filho (PSDB). As três ações contestam a eleição tanto de Roseana como de seu vice, Joaquim Washington Luiz de Oliveira (PT). Nos três casos, os autores afirmam que houve abuso de poder político e econômico, configurados, segundo eles, em condutas vedadas pela Lei Eleitoral, por parte da então candidata.

Carreata no campus:

A ação de autoria do ex-candidato a deputado estadual Aderson Lago – que em setembro de 2010 denunciou a utilização indevida do campus da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) para campanha eleitoral, pelos então candidatos Roseana Sarney (governo), Washington Luiz (vice), Edison Lobão (PMDB, Senado) e João Alberto de Souza (PMDB, Senado) –, já foi considerada procedente pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), que integra o Ministério Público Federal (MPF). O parecer é assinado pelo procurador auxiliar Régis Richael Primo da Silva e datado de 14 de dezembro de 2010.

O procurador não acatou o argumento da defesa, de que a rua utilizada, apesar de inserida na propriedade da Uema, é via pública de uso compartilhado com a comunidade, e que por isso não se enquadraria em conduta vedada, como prevê a lei, que impede a utilização de bem público em ato de campanha.

Régis Primo se utilizou de depoimento do reitor da Uema, José Augusto Oliveira, e de parecer técnico da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) para definir a área utilizada para concentrar os participantes da carreata roseanista como área da universidade estadual.

Recurso de Zé Reinaldo:

O procurador eleitoral também condenou o programa “Viva Casa”, contestado em recurso apresentado em dezembro de 2010 ao TSE pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que concorreu ao Senado no último pleito. Tavares afirmou que Roseana Sarney firmou, em junho de 2010, 979 convênios com praticamente todas as prefeituras do Maranhão, com desvio de finalidade, às vésperas de convenção partidária. Outra fraude seria a transferência de verbas do Fundo Estadual de Saúde a prefeituras comandadas por aliados.

O ex-governador também contestou o fato de Roseana ter criado o programa social “Viva Casa” às vésperas do ano eleitoral por meio de resolução, além de ter usado a máquina pública para divulgar seu nome em publicidade de ações do governo.

José Reinaldo lembrou que a contratação da empresa de publicidade da campanha ocorreu antes da solicitação do registro de candidatura, período em que os candidatos ainda não podiam captar verbas.

De acordo com o procurador eleitoral Régis Primo, o programa “Viva Casa” não atendeu a nenhum pré-requisito exigido por lei para a sua aplicação em ano eleitoral. Ele “foi instituído à revelia do procedimento escorreito de consignação na Lei Orçamentária Anual e da necessária edição da lei específica que lhe definisse o objeto e os critérios objetivos de concessão dos benefícios”, argumentou o procurador, que comparou o caso maranhense com o que resultou na cassação do governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB), em 2009.

“No caso do ex-governador da Paraíba, o mandatário foi cassado por ter distribuído cerca de R$ 3,5 milhões com fins supostamente assistencialistas. Já no programa ‘Viva Casa’, apenas no ano eleitoral de 2010, foram abertos créditos suplementares de mais de R$ 60 milhões para a construção de casas e para a distribuição de materiais de construção – diga-se, novamente, sem nenhum critério de aferição da renda do beneficiário”, observou o procurador.

Fogo amigo:

Outro político que questiona a eleição de Roseana Sarney e seu vice Washington Luiz é o ex-candidato a deputado estadual José Maria da Silva Fontinele – que curiosamente pertence a um partido que integrou a coligação roseanista – o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Fontinele afirmou, em seu recurso ao TSE, formalizado no final do mês passado, que Roseana e Washington usaram os meios de comunicação social de forma indevida para a reeleição. “Não se pode permitir que a máquina administrativa seja usada para reforçar ou alavancar campanha eleitoral de qualquer candidato, em verdadeiro atentado ao princípio republicano”, argumentou.

Fontinele disse, ainda, que houve na campanha roseanista “utilização direta e indireta da estrutura da Administração Pública, em vários locais, como escolas e ambulâncias”.

Ele também contestou o fato de a governadora ter tomado posse em abril de 2009 e não ter se afastado para disputar sua permanência no cargo.

“O governador empossado por assunção, como foi o caso, teria o dever de se desincompatibilizar seis meses antes do pleito, a fim de concorrer para o exercício subsequente”, afirmou o ex-candidato, que pediu a realização de uma nova eleição.