“Amizade não tem partido”

Por Luís Pablo Política
 

O Antagonista

Advogado Willer Tomaz com os senadores Flávio Bolsonaro e Weverton Rocha

Advogado Willer Tomaz com os senadores Flávio Bolsonaro e Weverton Rocha

O advogado Willer Tomaz, que conseguiu trancar no STF as ações de improbidade de Arthur Lira, foi ao Twitter escancarar suas relações em Brasília.

“Nunca neguei minha amizade com o senador Flávio, nem com outros senadores da base do governo ou da oposição a ele, a exemplo do senador Weverton [Weverton Rocha, do PDT].”

Willer emendou:

“Amizade não tem partido.”

O advogado integra o que se passou a chamar de “bancada jurídica bolsonarista”.

Flávio Dino confirma que disputará uma vaga no Senado em 2022

Por Luís Pablo Política
 

Flávio Dino (PCdoB)

Em entrevista concedida ao portal Congresso em Foco, no sábado (8), o governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB) confirmou que disputará uma vaga no Senado em 2022.

“Tenho dois grandes objetivos nas eleições de 2022. O primeiro é a busca do Senado pelo Maranhão e por outro lado derrotar o bolsonarismo porque o Brasil não aguentaria mais quatro anos de desastre. Minha colaboração é: o que podemos fazer para evitar mais quatro anos de governo desastrado, incompetente, improbo, que temos atualmente”, afirmou.

Por muito tempo especulou-se que Dino fosse abraçar uma campanha para presidente, ou mesmo sair como vice de uma liderança de esquerda no próximo pleito, como o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Na entrevista, Dino ressaltou que considera o PT como o maior partido da esquerda brasileira e Lula maior liderança da história do país.

“Ele [Lula] pode ser o candidato se de fato esse for o caminho que ele próprio coloque com o partido dele porque é um nome que tem todos os atributos para ser esse elemento de convergência, ou dependendo da avaliação em 2022 o PT apoiar alguém seria normal”, destacou.

Para o governador do Maranhão, a esquerda precisa novamente se aliar às forças do Centro, à exemplo de eleições passadas, para derrotar Bolsonaro nas urnas.

“Vimos em 2018 que majoritariamente essas forças centristas caminharam por ação ou por omissão com Bolsonaro e nós temos que criar um ambiente em que consigamos que deste campo, que eu situo nos marcos da Constituição de 1988, o candidato que passar tenha o apoio do outro”, lembrou.

Sobre a figura de Bolsonaro, Flávio Dino, o classificou como “um presidente inconstitucional” e que “é propício para fazer impeachment diante de um governo tão desastrado e inconstitucional e de um presidente da república tão amigo dos crimes de responsabilidade”.

“Porque o Bolsonaro está fora da Constituição. Bolsonaro é inconstitucional ele próprio. Ele todinho, do cabelo ao pé é incompatível com a Constituição Federal. Em tudo. […] Ele é um presidente inconstitucional. Nós temos que fazer com que o campo da Constituição se una, no primeiro ou no segundo turno, em 2022”, avaliou Dino.

Legalidade de seletivo em Paulino Neves é questionada pelo Ministério Público

Por Luís Pablo Política
 

Raimundinho Lidio, prefeito de Paulino Neves

O promotor de Justiça Fernando José Alves da Silva, da comarca de Tutóia, abriu um procedimento investigativo para apurar a legalidade de um seletivo em Paulino Neves.

Aberto pela Prefeitura Municipal de Paulino Neves, sob gestão do prefeito Raimundo de Oliveira Filho, o Raimundinho Lídio, o Processo Seletivo Simplificado nº 001/2021 foi realizado no mês de fevereiro deste ano.

O certame teve como objetivo a contratação temporária de professores da Educação Infantil; Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano, Ensino Fundamental de 6º ao 9º ano e Educação de Jovens e Adultos.

A seleção dos profissionais foi feita apenas por análise de currículos, entregues na na sede da Secretaria Municipal de Educação.

Como parte da investigação, o Ministério Público marcou uma reunião com o prefeito Raimundinho Lídio, por videoconferência, para esta terça-feira (11), às 10.

Na pauta, termos de ajustamento de conduta a ser celebrado com o município de Paulino Neves para realização de concurso público para provimento de vagas imediatas para professor da rede municipal, mais cadastro reserva.

O ‘palácio’ do advogado de Weverton Rocha onde são tomadas grandes decisões

Por Luís Pablo Política
 
A mansão: luxo, lazer, festas e encontros que reúnem figurões do poder

A mansão: luxo, lazer, festas e encontros que reúnem figurões do poder

A Revista Veja revelou, em reportagem neste domingo (9), que “Rancho do Tomaz” é um local que reúne figurões do poder, onde são tomadas grandes decisões da República e conchavos que elegeram os atuais comandantes da Câmara e do Senado.

O dono da propriedade é o brasiliense Willer Tomaz de Souza, que tem como compadre o senador maranhense Weverton Rocha. Na época, em sua própria rede social, o senador publicou o batizado do filho do advogado. Reveja aqui.

O site do Luís Pablo já ouviu de uma autoridade maranhense que Tomaz será o maior investidor da campanha de Weverton. Essa mesma autoridade que já foi na mansão do advogado, disse que o senador tem uma quarto só para ele no local.

Willer Tomaz: “A prova que o MP tinha contra mim era saliva”

Willer Tomaz: “A prova que o MP tinha contra mim era saliva”

ABAIXO A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA DA REVISTA VEJA:

O “Rancho do Tomaz” fica a 75 quilômetros do Palácio do Planalto. Quem chega pela entrada principal não tem noção de quanto o local é aprazível. Um portão de ferro e um muro de quase 3 metros de altura coberto de vegetação impedem olhares mais curiosos. Ao cruzá-lo, é como se surgisse um oásis no meio do cerrado. A terra batida do entorno dá lugar a gramados bem conservados, campo de futebol, piscina, quadra de tênis, gazebos, deque gourmet e um imponente píer.

Uma garagem náutica guarda barcos, lancha e um jet ski. O luxo contrasta com o aspecto rústico do lugarejo que fica às margens de uma lagoa de águas mansas e transparentes. Mas não é somente isso que chama a atenção.

De uns tempos para cá, o rancho passou a receber a visita de figurões, que, não raro, chegam de helicóptero para participar de animadas festas regadas a bebidas caras e boa comida, comemorações que contam com a presença de celebridades e reuniões petit comité em que são discutidas — e dizem até que decididas — questões importantes e sensíveis da República.

O dono da propriedade e anfitrião dos eventos é o brasiliense Willer Tomaz de Souza. É um desconhecido do grande público, mas um advogado de muito sucesso na capital do país. O escritório dele, um dos mais luxuosos da cidade, tem uma lista de clientes de fazer inveja às bancas mais tradicionais. Ele defende o presidente da Câmara, Arthur Lira, além de dezenas de deputados, senadores e governadores de Estado.

Duas décadas atrás, Willer era dono de um pequeno comércio nos arredores de Brasília. O negócio ruiu, ele decidiu cursar direito, abriu um escritório e fez fortuna na mesma velocidade com que arregimentou amigos influentes na política e no Poder Judiciário.

Recentemente, o advogado multiplicou seu prestígio em algumas áreas, diante de uma suposta proximidade que teria com a família do presidente Jair Bolsonaro, embora essa relação, por algum motivo, não possa ser tornada pública.

Flávio: selfie na chácara do advogado acusado de corrupção

Flávio: selfie na chácara do advogado acusado de corrupção

Quem pergunta a respeito ouve como resposta que não existe nenhuma relação — o que não é exatamente verdadeiro. O máximo que ele admite é que conhece superficialmente o senador Flávio Bolsonaro.

“Conheço o Flávio assim como conheço inúmeros senadores. Não sou advogado dele, não tenho negócio com ele, não tenho nada com ele”, garante Willer Tomaz. Indagado sobre o mesmo assunto, o senador não respondeu. Um de seus auxiliares mais próximos confirmou que ele foi apresentado ao advogado há alguns meses. Ponto. Nada além disso. Não são amigos, não trocam ligações, não se frequentam. A imagem acima, porém, mostra que existe alguma coisa não muito bem ajustada na versão contada pelos dois.

Na fotografia, o filho Zero Um do presidente da República registra o pôr do sol numa selfie tirada na beira da Lagoa Formosa, exatamente no píer da chácara do advogado que ele mal conhece. A foto foi postada numa rede social no dia 13 de fevereiro passado, um sábado. No município de Planaltina de Goiás, onde fica o Rancho do Tomaz, há quem jure já ter visto o próprio Jair Bolsonaro aparecer por lá.

“Há uns três meses, o presidente desceu aqui num pequeno helicóptero preto”, diz o funcionário de uma pousada que fica a uma distância de aproximadamente 300 metros da propriedade. É uma cena bastante improvável.

A lista de relacionamentos do advogado inclui juízes, desembargadores e até ministros de tribunais superiores. Em Brasília, essa confraria gera especulações, algumas lendas e muitos boatos. Dizem, só para citar episódios recentes, que o escritório e a chácara de Willer sediaram boa parte das articulações e conchavos que elegeram os atuais comandantes da Câmara e do Senado.

Comenta-se que passa por lá a elaboração de listas de indicações de ministros para cortes superiores e desembargadores para os tribunais federais. Só depois de referendadas pelo advogado e seus amigos mais próximos é que essas indicações chegariam ao Palácio do Planalto — uma insinuação obviamente maldosa. O passado de Willer Tomaz certamente ajuda a explicar a gênese de muitas dessas intrigas.

Colaboração premiada: delatores dizem que ouviram de Willer a confissão sobre pagamento de propina a procurador

Colaboração premiada: delatores dizem que ouviram de Willer a confissão sobre pagamento de propina a procurador

O advogado já foi preso e acusado de corrupção. Para ele e para muitos de seus atuais clientes, o dia 17 de maio dificilmente será esquecido. Nessa data, há quatro anos, o Brasil sofreu um tremendo abalo ao serem divulgados os detalhes do acordo de colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa JBS.

Em troca de benefícios legais, eles confessaram ter pago 1 bilhão de reais em propina a deputados, senadores, governadores, prefeitos e também ao então presidente da República, Michel Temer. Nos dias que se seguiram, centenas de investigações foram instauradas, passou para a história a cena de um parlamentar correndo pela rua com uma mala contendo meio milhão de reais e um procurador da República foi preso sob a acusação de receber propina. Willer, segundo os delatores, teria sido o responsável pelo suborno ao integrante do Ministério Público.

No acordo de colaboração, assinado em 2017, os donos da JBS apresentaram 118 anexos, como são chamados os capítulos que resumem os segredos que o delator se compromete a revelar. Num deles, o de número 11, Joesley relatou que o procurador da República Ângelo Goulart Villela recebia dinheiro para vazar informações de interesse da empresa e influenciar nas decisões de um juiz federal.

O suborno, repassado por Willer Tomaz, envolvia o pagamento de uma mesada de 50 000 reais e um bônus de 1,5 milhão de reais. O advogado é processado por corrupção ativa. Villela, também preso preventivamente, foi afastado do cargo e responde a processo por corrupção passiva. Um episódio dessa magnitude, por razões óbvias, é capaz de fulminar toda uma carreira.

Além da ação criminal, o procurador está respondendo a processo administrativo, teve os vencimentos suspensos desde então e pode ser demitido, para o bem do serviço público. Já a de Willer, ao que parece, não sofreu maiores danos. “Hoje tenho mais de 240 parlamentares como clientes”, diz ele, ressaltando que vai provar sua inocência e mostrar que foi envolvido numa disputa de poder que havia no Ministério Público.

O advogado aposta numa reviravolta no caso a partir do que os próprios delatores disseram recentemente. No último dia 29, Joesley Batista foi ouvido como testemunha no processo administrativo contra o procurador Ângelo Villela. A Veja teve acesso ao trecho do depoimento em que o empresário, ao ser indagado se confirmava as acusações que fizera ao procurador e ao advogado, disse que tudo fez parte de um “statement” para chamar a atenção.

“Eu criei um statement que um juiz, um procurador, 50 000, parece crível essa história, mas até então eu não fazia a menor ideia de quem era Ângelo e jamais autorizei o Willer Tomaz a falar em meu nome, de dar um centavo para o doutor Ângelo, nem 50 000, nem por cento, nem nada”, afirmou o empresário.

Uma declaração não muito simples de compreender. Com base nessa declaração, a defesa do procurador acredita que o caso será encerrado. “Criação significa que não é verdade. É o que me basta. Não me importa entender em que contexto Joesley disse que era uma criação. Interessa que é uma mentira absurda que fez com que o Ângelo ficasse preso”, disse a VEJA o advogado Gustavo Badaró, defensor de Villela. “Isso mostra que a prova que o Ministério Público tinha contra mim era saliva”, completa Willer Tomaz.

Interlocutores da JBS esclarecem que, ao contrário do que interpretaram os advogados envolvidos na denúncia, Joesley Batista não voltou atrás, e sim confirmou o que havia dito antes: ele pessoalmente não pagou propina a Ângelo Villela, o que não quer dizer que o suborno não tenha ocorrido.

O responsável pela contratação dos serviços do procurador, segundo o empresário, era o próprio Willer Tomaz, que recebeu 4 milhões de reais para usar sua experiência, sua influência e, já naquela época, sua extraordinária rede de contatos para evitar que os processos contra a empresa avançassem na Justiça. Daquela vez, não houve motivo para festas.

Toca Serra entrega Sistemas de Abastecimento de Água em comunidades

Por Luís Pablo Política
 

Prefeito Toca Serra acompanhado de vereadores e populares

Na manhã desta quinta-feira (6), o prefeito Toca Serra, acompanhado de secretários, vereadores, e populares, inaugurou dois sistemas de Abastecimento de Água.

O primeiro sistema foi inaugurado na Comunidade Xixandá e em seguida a comitiva dirigiu-se ao Povoado Fala Só, onde também foi feito a entrega do sistema de Abastecimento de Água, composto de torre elevatória e reservatórios de água em fibra com capacidade para 30 mil litros, e rede de distribuição para as casas dos moradores das comunidades beneficiárias.

O Prefeito Toca Serra, explicou que essas obras fazem parte de uma parceria entre o município de Pedro do Rosário e a FUNASA, (Fundação Nacional de Saúde), e que nos próximos meses mais 14 poços artesianos com reservatórios elevados e rede de distribuição, serão entregues em benefícios das comunidades rurais do município de Pedro do Rosário,.

Os vereadores Lucivaldo Barros, presidente da Câmara Municipal, e Neto de Piolho se pronunciaram e parabenizaram o prefeito Toca Serra, por, em apenas quatro meses de gestão, já estar entregando obras tão significativas para essas comunidades que aguardavam por anos esses benefícios.

Os líderes comunitários das comunidades atendidas, em suas falas agradeceram ao prefeito por essa obra tão importante que é levar água potável para as famílias da zona rural.

Reservatórios de água em fibra com capacidade para 30 mil litros

Prefeito esteve acompanhado de vereadores e populares

Comunidades atendidas receberam comitiva

O primeiro sistema foi inaugurado na Comunidade Xixandá

Em seguida a comitiva dirigiu-se ao Povoado Fala Só

Inauguração sistemas de abastecimento na Comunidade Xixandá e Povoado Fala Só

Sistema tem rede de distribuição para as casas dos moradores das comunidades beneficiárias.

Obras fazem parte de uma parceria entre o município de Pedro do Rosário e a FUNASA

Líderes comunitários das comunidades atendidas agradeceram ao prefeito

Edivaldo Holanda Jr. anuncia saída do PDT de Weverton Rocha

Por Luís Pablo Política
 

Edivaldo Holanda Jr. e Weverton Rocha

Edivaldo Holanda Jr., ex-prefeito de São Luís, anunciou a sua saída do Partido Democrático Trabalhista (PDT), na manhã desta sexta-feira (7).

Holanda Jr. esteve no PDT por cinco anos, quatro deles durante o seu segundo mandato à frente do executivo municipal da capital maranhense.

Ao lado do senador Weverton Rocha, presidente estadual da sigla, ele agradeceu o apoio do PDT em postagem nas redes sociais.

“Sigo novos rumos a partir de agora, mas ressalto que permanecem a admiração e amizade”, declarou Holanda Jr.

Ele agradeceu ainda ao presidente municipal do PDT em São Luís, Raimundo Penha, e à militância do partido.

Eventos com até 100 pessoas serão permitidos no Maranhão ainda em maio

Por Luís Pablo Política
 

Bares também ganharam maior flexibilidade, com funcionamento até às 23h

Durante coletiva nesta sexta-feira (07) o governador do Estado, Flávio Dino, anunciou a flexibilização das restrições contra a Covid-19.

Entre as mudanças, eventos serão permitidos com ate 50 pessoas a partir de 10 de maio, com 100 pessoas a partir de 17 de maio e música ao vivo a partir de 15 de maio.

Bares e restaurantes poderão funcionar até às 23h, uma hora a mais que o permitido atualmente.

Todas as demais medidas restritivas seguem até o dia 24 de maio em todo o estado. Protocolos sanitários permanecem inalterados e administração pública estadual seguirá funcionando com 50% da capacidade presencial.

Ilha de São Luís

Comércio e indústria entre 9h e 21h;
Bar e restaurante: até 23h;
Supermercados: das 6h à 0h;
Supermercados, academias e salões de beleza: 50% da capacidade;
Grupo de risco afastado no setor público e privado.

MPMA recomenda exoneração de pregoeiro da Prefeitura Bom Lugar

Por Luís Pablo Política
 

Marlene Miranda, prefeita de Bom Lugar terá que exonerar pregoeiro

A promotora de Justiça Sandra Soares de Pontes, da comarca de Bacabal, expediu recomendação à prefeita do município de Bom Lugar, Marlene Silva Miranda, que exonere o pregoeiro municipal, Daniel Victo Xavier Leite.

De acordo com a promotora, Daniel Leite está acumulando cargos públicos em dois municípios.

Ele é ao mesmo tempo pregoeiro e membro da Comissão Permanente de Licitação no Município de Bom Lugar, e também pregoeiro no Município de Lago dos Rodrigues.

A prática ilegal, como destaca a REC-2ªPJEBAC – 122021, vem sendo repetida em vários municípios maranhenses por outros pregoeiros.

Daniel Leite poderá ainda escolher qual dos cargos quer continuar exercendo no município. Ainda na recomendação, o Ministério Público pede que os atuais e futuros pregoeiros de Bom Lugar entreguem declaração de não acumulação de cargos.

 

PF resgata maranhenses mantidos como escravos em Santa Catarina

Por Luís Pablo Política
 

Operação FINITA SERVUS cumpriu mandados também em Santa Inês e Centro Novo,, no MA

A Polícia Federal no Estado do Maranhão, em cooperação com a Delegacia de Polícia Federal em Lages/SC, deflagra na manhã desta sexta-feira (07/05) a operação “FINITA SERVUS”, visando combater o tráfico de pessoas e a consequente submissão destas a condição análoga à de escravo, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal após representação da autoridade policial, sendo dois no município de Santa Inês/MA, um em Centro Novo do Maranhão/MA, e dois em São Joaquim, Santa Catarina.

Trata-se da investigação do tráfico de pessoas em que trabalhadores oriundos do Estado do Maranhão são aliciados, mediante fraude e abuso da condição de vulnerabilidade das vítimas, com a promessa de trabalho, alojamento e alimentação pagos pela empresa contratante, e levados ao Estado de Santa Catarina.

Ao chegarem no destino, descobrem que foram enganados, sendo ainda obrigados a residir em alojamentos abarrotados, sem condições mínimas de viver com dignidade, bem como, têm parte de seu salário e documentos retidos pelos empregadores com a justificativa de pagamento pelas despesas do período, caracterizando, assim, a tráfico de pessoas com a elementar de redução a condição análoga à de escravo.

Os investigados poderão responder por crimes de reduzir alguém a condição análoga à de escravo (Art. 149 do CPB) e de tráfico de pessoas (Art. 149-A, II do CPB), dentre outros, podendo as penas somadas chegarem a 16 (dezesseis) anos de reclusão e multa.

A operação foi denominada FINITA SERVUS, termo oriundo do Latim utilizado no Império Romano indicando o fim da escravidão.

FINITA SERVUS vem do latim e significa “fim da escravidão”

Ao todo foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão

Trabalhadores viviam em condições análogas à escravidão

São Joaquim, Santa Catarina

Investigação sobre tráfico de pessoas

Pessoas vulneráveis são aliciadas no Maranhão com promessa de emprego no Sul do país

Contador maranhense que chamou Flávio Dino de nazista é condenado no TSE

Por Luís Pablo Política
 

Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na noite desta terça-feira (4), pela condenação do contator maranhense Everildo Bastos Gomes por propaganda eleitoral antecipada de cunho negativo.

Gomes postou, em 2018, no seu perfil do Instagram um vídeo onde chama o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) de ladrão e o caracterizou como nazista em imagens manipuladas.

A decisão do TSE, com placar de 4 a 3, acompanhou a condenação de R$ 5 mil que o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão já havia imposto à Everildo Gomes.

“A livre manifestação do pensamento não constitui direito absoluto, de modo que o discurso de ódio – que não se confunde com críticas ácidas e agudas – não deve ser tolerado, em resguardo à higidez do processo eleitoral, da igualdade de chances e da proteção da honra e da imagem dos players”, escreveu o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho em seu voto.

À época, o diretório do PCdoB no Maranhão acionou a Justiça Eleitoral sob a acusação de que Everildo utilizou o Instagram “com o intuito de denegrir (sic) e rebaixar a imagem política do governador” antes do período autorizado por lei, o que configura propaganda eleitoral negativa antecipada.

Um dos votos contra à condenação, o juiz Luís Roberto Barroso, declarou que o vídeo representa apenas uma sátira, uma “manifestação de cidadão comum em rede social”, e não uma propaganda negativa antecipada.

“A ideia do hate speech é o ataque a grupos vulneráveis, é a manifestação de racismo, é a manifestação de antissemitismo, é a manifestação de homo ou transfobia, esses são classicamente os discursos de ódio”, disse Barroso.