Os Flávios que contaminam o projeto político do governo em 2026

Flávio Costa (advogado) e Flávio Dino (ministro do STF)
As vagas em abertas para escolha de dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) viraram uma verdadeira ‘novela mexicana’, onde as relações entre os personagens são frequentemente marcadas por conflitos, rivalidades e repleta de reviravoltas.
Nessa novela há dois protagonistas: o advogado Flávio Costa e o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Toda narrativa gira em torno dos dois e se desenrola a partir de suas ações e decisões, gerando conflitos e desafios.
O resultado prático disso é que um usa do manto da Constituição para abrir um inquérito criminal — sem contraditório, sem Ministério Público à frente, e com o cheiro inegável de revanche política no ar.
O outro se apega a um gesto feito no passado que até hoje é visto como uma ‘eterna gratidão’ – que nenhum aliado do governo consegue entender – para alcançar seu desejo de julgar (no Tribunal de Contas ou de Justiça).
E tudo isso acaba numa contaminação por uma motivação político-pessoal, que extrapolou todos limites em uma briga que abriu precedentes preocupantes para uma investigação federal.
O mais prudente seria Flávio Costa deixar esse desejo pessoal e ter a hombridade de reconhecer que as consequências de suas decisões estão afetando todo um projeto para 2026.
Já Flávio Dino se quisesse agir com a altivez que a toga exige, teria se declarado impedido. Teria deixado que outro julgasse. Mas preferiu permanecer onde está — e mandar investigar, deixando um órgão presente na estrutura constitucional e com função fundamental para a gestão pública desfalcado e sob o manto da eterna dúvida.


















