Mais um prefeito maranhense tentou esconder o celular no banheiro

Por Luís Pablo Política
 
Aparelho celular foi localizado em um compartimento da pia do banheiro

Aparelho celular foi localizado em um compartimento da pia do banheiro

Depois de Felipe dos Pneus, prefeito de Santa Inês-MA, ter escondido o aparelho celular na descarga do vaso sanitário, durante operação da PF, o ex-prefeito de Caxias-MA e secretário estadual de Agricultura, Fábio Gentil, tentou fazer o mesmo, e escondeu o celular dos policiais federais durante cumprimento de mandato na residência dele, no âmbito da Operação Lei do Retorno, deflagrada pela PF no dia 20 do mês passado.

No entanto, os policiais localizaram o celular escondido em um compartilhamento da pia do banheiro do ex-prefeito. Gentil tentou esconder o celular quando percebeu a presença dos policiais na casa dele, e disse que o único aparelho que possuía estava no carro do motorista.

O vídeo dos federais localizando o celular de Gentil teve repercussão nacional. A pergunta que fica é: o que Gentil tentou esconder da PF? Se não houvesse nada comprometedor, o ex-prefeito não teria motivo para ocultar o celular.

Fabio Gentil e a esposa, deputada Daniella, são investigados por fraudes em licitações e desvio de mais de R$ 50 milhões do Fundeb entre 2021 e 2025.

Governador lança pacote de obras em Matões ao lado do prefeito Nonatinho

Por Luís Pablo Política
 
O pacote engloba pavimentação asfáltica, melhorias na iluminação pública, instalação de uma Estação Tech e muito mais

O pacote engloba pavimentação asfáltica, melhorias na iluminação pública, instalação de uma Estação Tech e muito mais

Nessa terça-feira (23), o governador do Maranhão, Carlos Brandão, esteve em Matões acompanhado do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, para o lançamento de um grande pacote de obras no município. A agenda contou com a presença do prefeito Nonatinho, do ex-prefeito Ferdinando Coutinho, da deputada estadual Cláudia Coutinho e de todo o grupo da base governista.

Entre as ordens de serviço assinadas, estão a execução de 6 km de pavimentação asfáltica, a construção dos portais da cidade, melhorias na iluminação pública, a instalação de uma Estação Tech e de uma unidade do Viva/Procon, além da implantação de um Colégio Militar. Também foram entregues carrinhos dos programas sociais Mais Renda e Minha Renda, ampliando o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.

Durante a visita, o governador inaugurou a reforma da Delegacia de Polícia Civil de Matões e ressaltou o avanço da licitação para a recuperação da rodovia MA-040, uma reivindicação antiga da população. De surpresa, Brandão ainda anunciou que pretende transformar a Praça da Igreja do Divino na mais bonita da região e pediu que a prefeitura apresente o projeto para execução.

O prefeito Nonatinho destacou a importância das obras para o desenvolvimento de Matões e agradeceu o apoio do Governo do Estado. Já a deputada Cláudia Coutinho classificou o momento como histórico para o município, reforçando a união política em prol de mais investimentos.

CONTRATO-RELÂMPAGO EM ARARI: Simplesmente Maria firma acordo de mais de meio milhão em combustíveis

Por Luís Pablo Política
 
Prefeita Simplesmente Maria, de Arari-MA

Prefeita Simplesmente Maria, de Arari-MA

A Prefeitura de Arari/MA assinou um contrato que chama atenção pelo alto valor e pela curta duração: a Resenha de Contrato nº 185/2025, resultante de Ata de Registro de Preços, prevê R$ 523.950,00 para fornecimento de gasolina comum e óleo diesel (comum e S10) com vigência até 31 de dezembro de 2025 — ou seja, apenas quatro meses.

Na prática, o acordo representa uma previsão média de R$ 130.987,50 por mês exclusivamente para combustível, verba destinada ao abastecimento das secretarias municipais.

O contrato foi celebrado entre a Secretaria Municipal de Administração e Gestão Financeira e a empresa Mearim Derivados de Petróleo Ltda, tendo sido assinado no dia 3 de setembro de 2025 pelo secretário Plínio Peterson Bezerra de Brito.

O valor expressivo, aplicado em um prazo tão curto, gera questionamentos inevitáveis. Em um município do porte de Arari, o dispêndio de mais de meio milhão de reais apenas em combustíveis contrasta fortemente com as carências que a população enfrenta diariamente em áreas básicas como saúde, educação e infraestrutura.

A disparidade entre a realidade vivida pelos moradores e a prioridade da gestão municipal levanta dúvidas sobre a real necessidade desse volume de gastos.

Enquanto a prefeita Simplesmente Maria destina mais de meio milhão ao tanque da administração em apenas quatro meses, a cidade segue carente de investimentos urgentes.

Prefeito de Pedro do Rosário garante pagamento de retroativos aos servidores

Por Luís Pablo Política
 

O prefeito de Pedro do Rosário-MA, Toca Serra, esteve reunido com a comissão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, nesta terça-feira (23), para dialogar sobre as gratificações, progressões e quinquênio dos professores efetivos.

Na ocasião, Toca Serra garantiu que a gestão municipal vai fazer o pagamento de todo retroativo do quinquênio e das progressões aos servidores públicos no dia 31 de janeiro de 2026.

“Nossa gestão é marcada pelo diálogo, respeito e compromisso com os profissionais da educação e com todos os servidores públicos”, frisou o prefeito.

A presidente do sindicato, Sandra Mendes, comemorou o anúncio.  “Hoje nós temos a resposta, dos direitos que os servidores tanto reivindicaram. Vamos poder sair daqui com decisões, sendo elas benéficas para todos os servidores de Pedro do Rosário”, disse a sindicalista.

VEM BOMBA AÍ! 2ª fase da Operação 18 Minutos mira magistrado após entrega de dinheiro feita por blogueiro

Por Luís Pablo Política
 

A libertação relâmpago de um político acusado em um dos crimes mais graves registrados no Maranhão não foi apenas uma decisão polêmica. Informações exclusivas recebidas pelo site Luís Pablo revelam que o episódio está cercado por fortes indícios de corrupção, com o envolvimento direto de um blogueiro e um magistrado.

Segundo apuração, o comunicador teria se reunido em um restaurante da capital, em plena luz do dia, para acertar os detalhes de uma transação criminosa. De lá, seguiu até a residência do magistrado no mesmo dia, onde teria sido feita a entrega de uma quantia em dinheiro. No dia seguinte, o político foi colocado em liberdade.

Fontes ouvidas pelo site informaram que toda a movimentação do blogueiro foi monitorada por agentes da Polícia Federal, desde a saída do restaurante até a chegada à casa do magistrado. A ação fez parte da segunda fase da Operação 18 Minutos, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

A operação, que já desvendou a existência de uma rede criminosa envolvendo magistrados e advogados, agora ganha novos elementos que podem expor ainda mais a vulnerabilidade do sistema judicial maranhense. A suspeita é de que o mesmo grupo investigado continue em plena atividade, repetindo práticas já denunciadas em relatórios da PF.

A pergunta que ecoa nos bastidores é inevitável: quanto vale a liberdade de um político no Maranhão? A resposta pode estar nos relatórios que a Polícia Federal prepara para dar continuidade à 18 Minutos — e que prometem trazer à tona provas contundentes de um esquema capaz de corroer de vez a credibilidade da Justiça.

Comissão Eleitoral da UFMA afronta Justiça Federal e comunidade acadêmica

Por Luís Pablo Política
 
Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

O curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) vive um dos episódios mais vergonhosos de sua história. A Comissão Eleitoral, criada por ato do reitor Fernando Carvalho e presidida por Lucélia de Sousa Almeida, tendo como secretária Lindalva Martins Maia Maciel, decidiu ignorar decisão expressa da Justiça Federal que garantiu a candidatura da professora Dra. Edith Maria Barbosa Ramos ao cargo de coordenadora do curso.

A liminar, concedida no Mandado de Segurança nº 1064409-81.2025.4.01.3700 pela 5ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Maranhão, determinou o imediato registro da candidatura de Edith Ramos, assegurando sua plena participação no pleito interno . A decisão foi clara: impedir a candidatura da professora seria ato ilegal e desproporcional, uma vez que seu afastamento acadêmico se encerra antes do início da campanha e da votação.

Mesmo assim, em atitude considerada autoritária e afrontosa, a Comissão manteve a exclusão da candidata das urnas. O oficial de justiça chegou a intimar formalmente a presidente e a secretária da Comissão Eleitoral, confirmando a ciência da decisão judicial . Apesar disso, a determinação não foi cumprida. Juristas apontam que esse descumprimento pode configurar crime de desobediência e improbidade administrativa, sujeitando as responsáveis a sanções cíveis e até penais.

Além de rasgar o princípio democrático, a Comissão Eleitoral, segundo relatos da própria comunidade acadêmica, atua de forma escancaradamente parcial. Estudantes denunciam que a secretária Lindalva Martins Maia Maciel estaria pedindo votos para a candidata da situação, Maria da Glória Aquino — atual chefe do Departamento de Direito por nomeação pró-tempore do reitor e presidente do Tribunal de Ética da OAB/MA.

Para completar, a presidente da Comissão decidiu, sozinha, adiar a eleição para 24 de setembro, sem qualquer consulta ao Conselho Universitário, em mais um movimento que reforça a suspeita de aparelhamento do processo.

A Procuradoria Federal junto à UFMA já havia se manifestado favoravelmente à candidatura de Edith Ramos, mas a Comissão optou por desconsiderar esse parecer técnico e seguir com decisões de caráter político. A Justiça Federal, em sua decisão, foi categórica ao afirmar que “discricionariedade não é arbitrariedade” e que a Administração está vinculada à razoabilidade e à motivação explícita em seus atos .

A comunidade acadêmica assiste, perplexa, a um processo eleitoral marcado por irregularidades, parcialidade e autoritarismo. O que deveria ser exemplo de democracia universitária tornou-se um laboratório de práticas antidemocráticas.

Os questionamentos que ficam são: quem se beneficia com o silenciamento de uma candidata legitimamente amparada pela Justiça? Até quando a Comissão Eleitoral continuará a desafiar decisões judiciais? O reitor Fernando Carvalho será cúmplice desse escândalo institucional?

A UFMA, que deveria ser referência de ética e democracia, expõe-se ao ridículo e coloca em xeque a credibilidade de seu processo eleitoral. A história cobrará daqueles que, tendo a oportunidade de agir com transparência e legalidade, escolheram o caminho obscuro da manipulação e da afronta ao Estado de Direito.

Veja a íntegra da decisão

Quantas pessoas trabalharam para a empresa do filho de Márcio Jerry?

Por Luís Pablo Política
 
Marcio Jerry e o filho Caetano

Marcio Jerry e o filho Caetano

Caetano Azevedo Saraiva Barroso, filho do deputado federal Márcio Jerry, aparece como proprietário da empresa Fênix Serviços e Construção Civil Ltda., responsável por contratos milionários com a Prefeitura de São José de Ribamar durante a gestão do prefeito Dr. Julinho.

O principal objeto foi a execução de serviços de capina, roço, poda e paisagismo — atividades que, em tese, exigem mão de obra volumosa e presença constante de equipes nas ruas. Mas a grande dúvida que paira sobre a população ribamarense é: onde estavam essas equipes? Quantas pessoas, de fato, trabalharam para justificar os milhões pagos?

Reportagens já publicadas apontam que a Fênix recebeu R$ 6,7 milhões em valores globais por contratos desse tipo. O que causa estranheza é a percepção recorrente de moradores: em bairros que deveriam ter sido atendidos pela empresa, ninguém lembra de ver trabalhadores em campo na quantidade compatível com os montantes recebidos.

Se houve pagamento milionário, seria natural encontrar dezenas de roçadores diariamente espalhados pela cidade, frota de veículos de apoio, equipamentos de proteção individual padronizados e até mesmo placas de identificação dos serviços. Mas onde estão essas evidências concretas de execução?

Outro ponto nebuloso diz respeito à cronologia contratual. Segundo colunas e veículos nacionais, Caetano assumiu a empresa em abril de 2023. Apenas três meses depois, o pai, deputado Márcio Jerry, destinou R$ 1 milhão em emenda PIX para São José de Ribamar. Ainda em 2023, a Fênix teria recebido aproximadamente R$ 2 milhões, valor que, de acordo com os dados divulgados, superou em R$ 540 mil o limite do aditivo vigente até fevereiro de 2024. E não para por aí: em 2024, mesmo após o encerramento desse aditivo, a empresa ainda teria recebido mais R$ 706 mil.

A pergunta é inevitável: qual foi a base legal para esses pagamentos posteriores? Houve novo processo administrativo, um contrato emergencial, ou se tratou de mero remanejamento contábil? Se existiu cobertura contratual, por que não foi apresentada de forma clara?

Essas contradições abrem espaço para questionamentos ainda mais diretos: quantos trabalhadores estavam na folha de pagamento da Fênix durante o período do contrato? Houve registro formal de empregados no eSocial ou no Caged? Foram recolhidos encargos trabalhistas, emitidas GFIPs e comprovadas contribuições ao INSS e FGTS? Onde estão as ordens de serviço, os boletins de medição, as planilhas de execução com metragem roçada e capinada em cada bairro, as fotos georreferenciadas de “antes e depois”? Uma empresa que fatura milhões para capinar ruas precisa provar que esteve em campo, com documentação robusta e transparente.

A coincidência política também não pode ser ignorada. Um parlamentar envia recursos a um município e, logo em seguida, a empresa do próprio filho passa a receber vultosos pagamentos da mesma prefeitura.

Ainda que não haja ilicitude comprovada, a situação levanta dúvidas éticas: não seria razoável que, para evitar suspeitas de favorecimento, houvesse uma barreira de transparência mais sólida? Não seria papel da Prefeitura de Ribamar publicar todos os contratos, aditivos e medições no Portal da Transparência de forma acessível ao cidadão? E o deputado, não deveria esclarecer publicamente a relação entre suas emendas e os contratos da empresa do filho, afastando de vez a sombra do conflito de interesse?

Enquanto essas respostas não vêm, a desconfiança só aumenta. Moradores seguem relatando que nunca presenciaram frentes de trabalho na proporção dos valores pagos. A Prefeitura se mantém em silêncio sobre a quantidade de empregados mobilizados.

A empresa, por sua vez, não apresenta documentos que atestem a execução integral do serviço. O deputado prefere atacar as denúncias, classificando-as como “infundadas”, mas não se dispõe a abrir os números que poderiam desarmar de vez as suspeitas.

Assim, a pergunta que ecoa em São José de Ribamar permanece sem resposta: quantas pessoas realmente trabalharam para a empresa do filho de Márcio Jerry nos contratos de capinagem? E onde estão as provas que justifiquem os milhões desembolsados pelos cofres públicos?

Reabertura de instrução não absolve Erinaldo Guimarães, que segue com mandado de prisão em aberto

Por Luís Pablo Polícia
 
Empresário Erinaldo Araújo Guimarães

Empresário Erinaldo Araújo Guimarães

Pessoas próximas do empresário Erinaldo Araújo Guimarães, conhecido como “Bonitinho”, estão comemorando o que chamam de “vitória” na Justiça. No entanto, a decisão trata apenas da reabertura da fase de instrução processual, medida que permite a produção de novas provas. Esse tipo de despacho é comum em processos judiciais e não significa absolvição, tampouco anula as acusações já apresentadas.

Na prática, o processo continua em andamento, e caberá à Justiça analisar as provas existentes e as que ainda poderão ser incluídas. Até agora, não há qualquer decisão que reconheça inocência ou derrube os fundamentos da ação em curso.

O empresário é suspeito de ser o mandante do assassinato do também empresário Jonathan Fernando Cardoso Sousa, o “Nando Net”, executado em 25 de agosto de 2022 em Turiaçu, na Baixada Maranhense. Reveja aqui.

Outro aspecto importante é que permanece válido um mandado de prisão em nome de Erinaldo Guimarães. Ou seja, a ordem judicial continua ativa, aguardando cumprimento pelas autoridades competentes.

Dessa forma, o anúncio de uma suposta conquista não corresponde à realidade jurídica do caso. O que houve foi apenas o prosseguimento natural do processo, sem qualquer efeito prático sobre as acusações ou sobre a ordem de prisão vigente.

Emendas, empresas e laços de família: o caso que coloca Márcio Jerry contra o próprio discurso de “paladino da moral”

Por Luís Pablo Política
 
Deputado Márcio Jerry

Deputado Márcio Jerry

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) sempre construiu sua trajetória política sob o discurso da ética e da luta contra privilégios. Mas, ironicamente, é justamente em torno de sua família que surge agora um dos episódios mais constrangedores de sua carreira pública. O filho do parlamentar aparece como beneficiário de contratos milionários em prefeituras contempladas com emendas parlamentares destinadas pelo próprio pai.

Não se trata de um detalhe menor. Ao contrário: a conexão entre emendas pix, contratos de serviços de paisagismo, roço e capina e uma empresa controlada por um herdeiro político expõe um possível conflito de interesses que mina o discurso de integridade que Jerry sempre empunhou.

Enquanto Jerry se apresenta como um crítico voraz das gestões adversárias, agora ele próprio é pressionado a explicar o que parece ser uma engrenagem montada dentro de sua base familiar.

A contratação milionária da empresa do filho em São José de Ribamar, somada a outras parcerias em municípios beneficiados por suas emendas, acende o alerta de que a linha entre o público e o privado pode ter sido atravessada.

O caso ganha ainda mais densidade porque explode justamente no momento em que o ministro do STF Flávio Dino – aliado histórico de Jerry – ordena investigações sobre o destino das emendas parlamentares em diversas cidades maranhenses. É inevitável a leitura de que o escândalo atinge o coração do grupo político que, até pouco tempo atrás, comandava o Palácio dos Leões.

Em nota, Márcio Jerry negou qualquer irregularidade. Mas o simples fato de ter de explicar a circulação de milhões entre sua atuação parlamentar e negócios vinculados ao filho já é, por si só, um abalo à sua imagem pública.

Jerry, que sempre apontou os erros dos outros, agora é obrigado a responder sobre as práticas que orbitam sua própria família. Se o discurso da ética for apenas retórica, a crise tende a se agravar.

Escritório de advocacia do Piauí pode ganhar mais de R$ 2 milhões da Prefeitura de Ribamar Fiquene

Por Luís Pablo Política
 
Prefeito Cociflan Silva

Prefeito Cociflan Silva

O escritório João Azêdo Sociedade de Advogados foi contratado, sem licitação, pela Prefeitura de Ribamar Fiquene-MA, comandada pelo prefeito Cociflan Silva.  A contratação pode render mais de R$ 2 milhões à empresa de advocacia.

Conforme o termo de adjudicação e homologação, o escritório foi contratado para recuperar créditos do FUNDEF, em razão de valores repassados a menor pela União. A empresa tem sede no município de Teresina, Piauí, e conta com uma filial na capital maranhense.

O escritório de advocacia receberá R$ 0,12 por cada R$ 1 recuperado, com o valor máximo fixado em R$ 2.070.212,32. O acordo foi firmado, no último dia 15, com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Ribamar Fiquene.

O escritório João Azêdo Sociedade de Advogados já foi alvo de denúncia no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), em 2021, por realizar contratações sem licitação em mais de 100 municípios.